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Advogado que concordou com pedido de condenação do próprio cliente é encontrado morto

Advogado que concordou com pedido de condenação do próprio cliente é encontrado morto

Foto: Reprodução/YouTube

O advogado Rodrigo Pantaleão, que se tornou conhecido nacionalmente nas últimas semanas após uma audiência em que concordou com o pedido de condenação do próprio cliente, foi encontrado morto nesta quinta-feira (25), em Florianópolis, capital de Santa Catarina. As circunstâncias da morte são investigadas pela Polícia Civil.

De acordo com a corporação, o corpo do advogado foi localizado em um imóvel no bairro Itacorubi depois que moradores da região acionaram as autoridades ao perceberem um forte odor vindo da residência.

O caso é conduzido pela Delegacia de Homicídios da Capital. Segundo o delegado Alex Bonfim, as primeiras informações apontam que Pantaleão já estava morto havia alguns dias quando foi encontrado.

Ainda conforme a Polícia Civil, durante os levantamentos iniciais não foram identificados sinais de arrombamento ou invasão no imóvel, tampouco indícios aparentes de lesões no corpo da vítima. Até o momento, a linha de investigação adotada pela polícia não foi divulgada.

Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB-SC) informou que acompanha o caso e afirmou ter adotado as providências necessárias junto às autoridades responsáveis para acompanhar o andamento das investigações por meio da seccional catarinense.

Audiência ganhou repercussão nacional

Rodrigo Pantaleão passou a ser amplamente conhecido após a divulgação de um vídeo da audiência de instrução realizada em 28 de maio, que rapidamente viralizou nas redes sociais.

Nas imagens, o advogado permanece utilizando o celular durante a manifestação do promotor de Justiça Raul Rogério Rabello. Somente ao ser chamado pela juíza Carolina Ranzolin para apresentar as alegações finais é que volta a dirigir a atenção à audiência.

Ao se manifestar, Pantaleão declarou: “A defesa corrobora com as afirmações exaladas pela promotoria de Justiça. Nada mais, excelência”.

A declaração chamou a atenção por demonstrar concordância com a tese apresentada pela acusação, situação incomum em processos criminais.

Diante da manifestação, a juíza Carolina Ranzolin entendeu que o réu se encontrava indefeso, registrando essa condição durante a audiência.

Investigações continuam

Até o momento, as autoridades não divulgaram informações sobre a causa da morte nem esclareceram se há indícios de crime. A Polícia Civil aguarda a conclusão dos exames periciais para determinar as circunstâncias do caso.

O resultado das investigações deverá indicar o que provocou a morte do advogado e se há elementos que apontem para eventual participação de terceiros.

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