Advogado que concordou com pedido de condenação do próprio cliente é encontrado morto
Rodrigo Pantaleão ganhou repercussão nacional após afirmar, durante audiência, que concordava com a acusação do Ministério Público; Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte
O advogado Rodrigo Pantaleão, que se tornou conhecido nacionalmente nas últimas semanas após uma audiência em que concordou com o pedido de condenação do próprio cliente, foi encontrado morto nesta quinta-feira (25), em Florianópolis, capital de Santa Catarina. As circunstâncias da morte são investigadas pela Polícia Civil.
De acordo com a corporação, o corpo do advogado foi localizado em um imóvel no bairro Itacorubi depois que moradores da região acionaram as autoridades ao perceberem um forte odor vindo da residência.
O caso é conduzido pela Delegacia de Homicídios da Capital. Segundo o delegado Alex Bonfim, as primeiras informações apontam que Pantaleão já estava morto havia alguns dias quando foi encontrado.
Ainda conforme a Polícia Civil, durante os levantamentos iniciais não foram identificados sinais de arrombamento ou invasão no imóvel, tampouco indícios aparentes de lesões no corpo da vítima. Até o momento, a linha de investigação adotada pela polícia não foi divulgada.
Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB-SC) informou que acompanha o caso e afirmou ter adotado as providências necessárias junto às autoridades responsáveis para acompanhar o andamento das investigações por meio da seccional catarinense.
Audiência ganhou repercussão nacional
Rodrigo Pantaleão passou a ser amplamente conhecido após a divulgação de um vídeo da audiência de instrução realizada em 28 de maio, que rapidamente viralizou nas redes sociais.
Nas imagens, o advogado permanece utilizando o celular durante a manifestação do promotor de Justiça Raul Rogério Rabello. Somente ao ser chamado pela juíza Carolina Ranzolin para apresentar as alegações finais é que volta a dirigir a atenção à audiência.
Ao se manifestar, Pantaleão declarou: “A defesa corrobora com as afirmações exaladas pela promotoria de Justiça. Nada mais, excelência”.
A declaração chamou a atenção por demonstrar concordância com a tese apresentada pela acusação, situação incomum em processos criminais.
Diante da manifestação, a juíza Carolina Ranzolin entendeu que o réu se encontrava indefeso, registrando essa condição durante a audiência.
Investigações continuam
Até o momento, as autoridades não divulgaram informações sobre a causa da morte nem esclareceram se há indícios de crime. A Polícia Civil aguarda a conclusão dos exames periciais para determinar as circunstâncias do caso.
O resultado das investigações deverá indicar o que provocou a morte do advogado e se há elementos que apontem para eventual participação de terceiros.




