A Defesa Civil de Minas Gerais informou, nessa terça-feira (5), que a cidade de Muriaé, na Zona da Mata, vem sofrendo muito com as chuvas dos últimos dias. Uma infestação de baratas tomou conta de diversos bairros da cidade. Elas apareceram depois do forte temporal que caiu nos primeiros dias deste ano. Confira o vídeo divulgado pelo jornal O Tempo.
Além da invasão dos insetos, até agora, há registros de cerca de 580 pessoas desalojadas após terem as casas inundadas. Nesse momento, 58 dessas pessoas ainda estão desabrigadas. Para evitar tragédias, a Prefeitura de Muriaé segue monitorando a áreas de risco do município.
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) demonstrou que a região de Muriaé recebeu 269 milímetros de chuva em apenas quatro dias. A quantidade ultrapassou a média prevista para o mês. Apesar dos estragos, não há relatos de mortos por causa das enchentes.
Combate à invasão
A Coordenação de Vigilância Ambiental do município informou que a cidade de Muriaé não conta com veneno suficiente para exterminar as baratas. A preocupação em ter estoque desse tipo de produto não é grande, já que a barata não transmite doenças endêmicas. De qualquer jeito, a Prefeitura buscou ajuda nos governos federal e estadual, mas nenhum deles disponibiliza inseticidas para matar os insetos.
Os municípios mineiros costuma receber produtos químicos que auxiliam na eliminação de pragas como mosquito Aedes aegypti, que causa a dengue, zika e chikungunya; rato, que provoca a leptospirose; caramujo de água doce, que transmite a esquistossomose; e o barbeiro, vetor da doença de chagas.
A única alternativa encontrada pela Prefeitura de Muriaé, para amenizar o problema da invasão de baratas baratas, é a fazer a limpeza das ruas atingidas pela água lamacenta. Outra medida será a desratização, assim que o nível da água nas ruas baixar. Além disso, agentes de endemias devem visitar moradores das áreas alagadas para orientar e informar.

