Site icon DeFato Online

ATENÇÃO DONOS DE CÃES: outras empresas de petiscos tem produtos recolhidos; confira a lista

ATENÇÃO DONOS DE CÃES: outras empresas de petiscos tem produtos recolhidos; veja quais são

Foto: Reprodução / Internet

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) determinou nesta sexta-feira (16) que outras três fabricantes de petiscos para cães recolham lotes de produtos em todo o território nacional. Em comunicado, a pasta informou que a decisão foi tomada de forma cautelar, como parte das investigações sobre o uso de propilenoglicol adulterado em produtos voltados para a alimentação animal.

O Ministério da Agricultura ressalta que o propilenoglicol é um produto de uso permitido na alimentação animal, desde que seja adquirido de empresas registradas. As investigações que estão sendo realizadas são relacionadas a uma possível contaminação do propilenoglicol por monoetilenoglicol, oriundo de empresa sem registro.

“Até o momento, não existe diretriz do Ministério de suspender o uso de produtos que contenham propilenoglicol na sua formulação, além dos já mencionados”, destaca a pasta.

Veja na lista abaixo quais são as empresas, os petiscos e os respectivos lotes que serão recolhidos pelo Mapa:

FVO Alimentos Ltda

Peppy Pet Indústria e Comércio de Alimentos para Animais

Upper Dog comercial Ltda

Entenda o caso Bassar

Da noite para o dia, a Bassar Pet Food se tornou uma das empresas mais conhecidas no segmento de alimentação animal depois de virar o centro de um escândalo. Seus produtos teriam causado a intoxicação e morte de cerca de 40 cachorros. Os petiscos caninos da marca teriam sofrido contaminação pela substância monoetilenoglicol (usada para resfriamento de produtos).

Os relatos começaram aos poucos e logo se multiplicaram, levando à um grande investigação do caso pelas autoridades. A substância causou problemas sérios de saúde nos animais de estimação, como danos ao fígado e ao rim. Em meio às investigações, foi encontrado indícios do uso do monoetilenoglicol. De acordo com a Bassar, a substância utilizada foi fornecida pela empresa Tecno Clean Industrial, de Contagem (MG).

Baseada em Guarulhos (SP), a companhia anunciou, há dois dias, o recall de todos os produtos fabricados a partir de fevereiro de 2022, com numeração acima do lote 3329. Os consumidores devem entregá-los de volta às lojas onde foram comprados.

A empresa diz investigar o caso com as autoridades e teve sua fábrica interditada. A Bassar também contratou uma auditoria independente para avaliar o maquinário e as matérias-primas dos produtos fabricados e reforçou que o etilenoglicol não é utilizado na cadeia de produção.

Exit mobile version