Na terça-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão, afirmou que o Brasil é o quinto país que mais vacinou contra a Covid-19 em todo mundo. A plataforma Our World in Data, da Universidade de Oxford, confirma esses dados se levarmos em consideração apenas os números absolutos de imunização.
Segundo a plataforma da Universidade de Oxford, até segunda-feira (29), os Estados Unidos foram os que mais vacinaram contra o coronavírus, com 145,81 milhões de doses aplicadas. Em seguida, aparecem China (110,96 milhões de doses), Índia (61,11 milhões de doses), Reino Unido (34,12 milhões de doses) e Brasil (18,08 milhões de doses).
Esses dados, porém, não significam que o Brasil possui uma das melhores coberturas vacinais do mundo contra a Covid-19. Se levarmos em consideração o número de doses aplicadas de maneira proporcional à população brasileira — e não apenas a quantidade absoluta de imunizantes disponibilizados até então —, o país cai em posições nesse ranking.
No dia 23, quando aconteceu o pronunciamento de Bolsonaro, por exemplo, o Brasil contava com 15,21 milhões de doses aplicadas. Se levarmos em consideração esse quantitativo ofertado de maneira proporcional à população, caímos para 73º posição — em um ranking com outros 145 países.
Isso porque, a cada 100 habitantes, cerca de 6,6 doses foram aplicadas. Israel, no mesmo período, disponibilizou 9,7 milhões de doses — o que, proporcionalmente, representa 112,9 doses da vacina para cada 100 pessoas (vale lembrar que algumas vacinas precisam ser aplicadas em duas doses).
Esses dados demonstram o tamanho do desafio que o Brasil tem à frente para imunizar toda a sua população. O país possuí grande extensão territorial e, consequentemente, uma grande população, o que torna o processo de imunização muito mais longo e complexo que diversos outros países que contam com números menores de habitantes.
Por isso, neste momento em que enfrentamos o agravamento da pandemia de Covid-19, é bastante importante seguir os protocolos de segurança estabelecidos pelas autoridades de saúde, como o isolamento e distanciamento social, higienização com álcool em gel e uso de máscaras de proteção.

