O grande número de casos de Doenças Diarreicas Agudas (DDA) e Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA) tem causado alerta em Minas Gerais. As Doenças Diarreicas Agudas (DDA), causadas por vírus, bactérias ou parasitas, se manifestam por meio de aumento no número de evacuações, geralmente mais de três vezes ao dia, com fezes líquidas ou pastosas, e duração de até 14 dias. A principal preocupação é com crianças menores de 5 anos e idosos com mais de 60, por apresentarem maior risco de desidratação. Em 2025 (até julho), já foram registrados 386.447 casos de DDA’s nas unidades de saúde monitoradas em Minas Gerais, com 245 mortes. No ano passado, foram notificados 822.036 casos e 645 óbitos.
Já as Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA) são provocadas pela ingestão de água ou alimentos contaminados por microrganismos ou toxinas. Crianças, gestantes, idosos e pessoas imunocomprometidas demandam atenção especial. Em 2025, já são 1.667 confirmações e 6 óbitos; enquanto no ano passado, foram 5.823 ocorrências e uma morte.
Prevenção
A prevenção das Doenças Diarreicas Agudas (DDA) e das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA) passa, principalmente, por hábitos simples de higiene. Neste sentido, o trabalho integrado entre a Vigilância Epidemiológica e a Atenção Primária à Saúde é fundamental para proteger a população. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) destaca que o papel das equipes de saúde vai além do atendimento clínico, abrangendo ações de promoção da saúde, análise de risco e resposta rápida a possíveis surtos.
A referência técnica da SES-MG no Programa de Vigilância das DDA e DTHA, João Pedro Evangelista, reforça a importância dos cuidados básicos com a higiene no dia a dia.
“As medidas mais simples são as mais eficazes. Lavar bem as mãos, consumir água tratada, cozinhar adequadamente os alimentos, armazená-los na temperatura correta e higienizar frutas e verduras fazem toda a diferença para evitar essas doenças”, explica o técnico da SES-MG, João Pedro Evangelista.
Cuidados e tratamento
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para essas doenças, com atendimento disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e unidades hospitalares. A hidratação com água, sucos, chás e o uso do soro de reidratação oral (SRO) são essenciais. Nos casos mais graves, pode ser necessária internação para reposição intravenosa de líquidos e tratamento das complicações.
João Pedro salienta que é importante a atenção aos sinais de alerta.“É preciso oferecer líquidos com frequência e estar atento a sinais como boca seca, sonolência, tontura e olhos fundos. Ao menor agravamento dos sintomas, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde”.
Ações da SES-MG
A SES-MG atua junto aos municípios com ações de prevenção e promoção da saúde, priorizando capacitações, apoio técnico e distribuição de materiais informativos. A estratégia é reforçada em regiões com maior vulnerabilidade socioeconômica, como os Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, o Norte de Minas, o Triângulo Mineiro e a Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O Estado também orienta os municípios quanto aos protocolos de manejo clínico, coleta de amostras e notificação de casos. A notificação é uma ferramenta essencial para identificar surtos, investigar fontes de contaminação, implantar medidas de controle e definir políticas públicas de saúde mais eficazes.
*** Com informações de Agência Minas

