O Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRa), realizado em maio, apontou um resultado de 5,2% em Itabira — bem acima do percentual considerado aceitável pelo Ministério da Saúde, que é abaixo de 1%. Diante desse cenário e do alto registro de casos confirmados de dengue e chikungunya, o governo Marco Antônio Lage (PSB) declarou situação de emergência em cidade. A decisão foi publicada na edição desta terça-feira (18) do Diário Oficial Eletrônico do município.
De acordo com a Secretaria de Saúde, até o dia 15 de julho foram realizadas 2.945 notificações das doenças — com 1.742 situações descartadas. Porém, foram confirmados 840 casos de dengue e 99 de chikungunya. Há outros 230 casos de dengue e 34 de chikungunya em investigação. Não há registros de infecção por zika vírus.
De acordo com o decreto 4.242/2023, a situação de de emergência tem validade de 180 dias, “em razão da existência de situação anormal de perigo iminente provocado pelo alto índice de contaminação provocado pelo Aedes aegypti”.
O documento também informa que “aos munícipes e aos responsáveis pelos estabelecimentos edificados ou não, públicos, privados ou mistos, compete a adoção de todas as medidas necessárias à manutenção de suas propriedades limpas, sem acúmulo de água, lixo e materiais inservíveis, de modo a evitar o surgimento de condições que propiciem a instalação e a proliferação dos vetores causadores das arboviroses”.

