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Comissão debate impactos da transferência de leitos do Hospital Infantil João Paulo II

Comissão debate impactos da transferência de leitos do Hospital Infantil João Paulo II

Visita técnica de parlamentares da ALMG ao Hospital Infantil João Paulo II - Foto: Henrique Chendes/ALMG

A transferência dos 16 leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital Infantil João Paulo II para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, foi alvo de críticas durante audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), realizada na segunda-feira (1º).

O encontro, requerido pelas deputadas Beatriz Cerqueira (PT) e Bella Gonçalves (Psol) e pelo deputado Lucas Lasmar (Rede), reuniu representantes do governo estadual, do Ministério Público, de sindicatos e de trabalhadores da saúde.

Parlamentares e profissionais da área manifestaram preocupação com a possibilidade de que o fechamento, anunciado como temporário, se torne definitivo. Eles também questionaram a forma como a decisão foi comunicada e defenderam a importância do hospital, referência no atendimento infantil em Belo Horizonte e em todo o Estado.

Foto: Henrique Chendes/ALMG

Beatriz Cerqueira informou que já acionou o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado para apurar a legalidade da transferência e cobrou garantias de reabertura. Bella Gonçalves destacou que o caso repete situações anteriores na rede, como o fechamento do bloco cirúrgico do Hospital Maria Amélia Lins, até hoje não reativado.

Representantes da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) reiteraram que a interrupção é temporária, com prazo de 60 dias, e que a mudança é necessária para adequações estruturais e implantação do sistema eletrônico de gestão hospitalar Tasy. Segundo a fundação, o Hospital João XXIII possui equipe e estrutura para absorver a demanda, mantendo o atendimento integral às crianças.

Foto: Henrique Chendes/ALMG

Servidores, no entanto, relataram falta de diálogo e preocupação com sobrecarga de trabalho. O Sindsaúde-MG criticou a ausência de um plano detalhado e cobrou maior transparência.

Ao final da audiência, os deputados anunciaram que a comissão acompanhará de perto a execução das obras, avaliará novos encaminhamentos junto ao Ministério Público e poderá realizar visita técnica ao Hospital João XXIII para verificar as condições dos pacientes transferidos.

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