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Convenção do PSL define que candidatos a vereador estão livres para apoiarem outros partidos

Foto: Luciano Vidal/DeFato

A convenção do Partido Social Liberal (PSL), de João Monlevade, realizada nesta quarta-feira (16), não foi nada amistosa. Como já era esperado, o imbróglio envolvendo a desistência de coligação do PSL ao Partido Social Brasileiro (PSB), para a candidatura a prefeito de Delci Couto e o seu ex-vice Werton Santos, deixou o clima tenso. Após a confusão, o partido decidiu não apoiar nenhum candidato ao Executivo. Assim, os filiados ao PSL decidiram que cada candidato a vereador ficará livre para apoiar quem quiser.

Entenda o caso

O presidente do PSL há dezesseis dias, Marcos Braga, tentou uma virada de mesa para coligar-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), mas não conseguiu. Em sua defesa, ele ressaltou que por se tratar anteriormente de uma “comissão provisória”, nada de errado foi feito.

Uma nota foi divulgada à imprensa pelo PSL Monlevade, ontem (15). De acordo com o texto, o apoio a Delci Couto foi impossibilitado por uma decisão da executiva nacional do PSB, que proibia que o partido socialista se aliasse aos sociais-liberais.

A convenção realizada nesta quarta foi conduzida pelo advogado Mateus Lima. Em vários momentos argumentou que a lei permite essa troca de apoio. Dos sete pré-candidatos a vereadores pelo PSL, seis decidiram não apoiar a coligação ‘Para Fazer Diferente‘ (PDT-PL-Rede), que lançou a candidatura do Railton Franklin e Pastor Carlinhos. Indignados, muitos tomaram a fala durante a convenção e demonstraram descontentamento com a jogada política que aconteceu.

Um deles foi Werton Santos, que seria vice de Delci até o último sábado (12) e agora é candidato a vereador. “Eu estou extremamente chateado com o que aconteceu, e não é só por minha causa, é por todos que estão aqui. Todos fomos prejudicados por este cidadão sentado à mesa (Marcos Braga)”, ressaltou Werton.

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