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De novo? OMS acende alerta e pede apoio internacional contra a epidemia Mpox

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Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom - Foto: Agência Brasil

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou nesta segunda-feira (9) a manutenção do estado de alerta em relação à epidemia de Mpox, que atinge principalmente nações africanas e pede apoio internacional contínuo no combate à doença.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em comunicado à imprensa, disse que a epidemia de mpox continua a “incluir-se nos critérios de uma emergência de saúde pública de interesse internacional” (USPPI).

Até 2024, o USPPI atingia o nível mais alto para sua classificação como como epidemia, segundo o Regulamento Sanitário Internacional (RSI), uma estrutura jurídica vinculada aos 196 Estados membros (os 194 Estados-membros da OMS, Liechtenstein e a Santa Sé), mas as emendas adotadas em junho do ano passado pelos países da Organização Mundial da Saúde introduziram um nível mais alto de alerta: o de “emergência devido a uma pandemia”.

A decisão de manter o alerta no ressurgir do Mpox foi tomada após a quarta reunião do Comitê de Emergência do RSI, na quinta-feira (5).

Apesar de reconhecer que houve progresso na capacidade de respostas de alguns países, o comitê informou ao diretor-geral da OMS que a epidemia permanecia constituindo uma USPPI, com o aumento gradativo do número de casos observados na África Ocidental e à provável sequência de sua contaminação não observada em outros países fora do continente africano, explicou a organização internacional.

A OMS acrescentou que “as dificuldades operacionais persistentes na resposta à epidemia, incluindo vigilância e triagem, bem como a falta de financiamento, estão dificultando a priorização das intervenções e exigem apoio internacional contínuo”.

Tedros Adhanom declarou o USPPI no dia 14 de agosto de 2024 numa resposta rápida à disseminação da doença, da família da varíola, na África e, em especial, na República Democrática do Congo (RDCongo).

A OMS havia tomado a mesma decisão em julho de 2022, quando o Mpox começou a disseminar pelo mundo, mas suspendeu a ação em maio de 2023.

Já no início de 2024, o número de pessoas infectadas atingia a mais de 37 mil casos, conforme notificações recebidas pela OMS por 25 países, incluindo óbitos.

Só a República Democrática do Congo é responsável por 60% dos casos confirmados e 40% das mortes, seguida de Uganda, Burundi e Serra Leoa, que tem registrado um aumento de casos desde o início do ano.

A RDCongo tem confirmado entre 2 mil e 3 mil casos suspeitos por semana.

Após a reunião do comitê, em fevereiro, outros sete países relataram seus primeiros surtos, como a Albânia, Etiópia, Malaui, Macedônia do Norte, Sudão do Sul, Tanzânia e Togo, observou Tedros.

“Precisamos de vacinação estratégica e direcionada. E precisamos que todos os parceiros e doadores apoiem o plano estratégico global de preparação e resposta ao Mpox, fornecendo os 147 milhões de dólares necessários”.

A epidemia Mpox é da mesma família da varíola e se manifesta com febre alta e surgimento de lesões na pele conhecidas como vesículas, e foi identificada pela primeira vez na RDCongo, em 1970 (quando ainda se chamava Zaire) e por muito tempo ficou restrita a cerca de dez países africanos.

O vírus endêmico há muito tempo na África Central, cruzando as fronteiras em maio de 2022, quando se espalhou pelo mundo.

*Fonte: Observador

 

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