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Deputados da base do governo Lula assinam pedido de impeachment de Flávio Dino

Flávio Dino quer recriar comissão sobre mortos na Ditadura Militar

Foto: Pedro França/Agência Senado

Após negar entregar todas as imagens das câmeras internas do Palácio do Planalto sobre os atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro, quando prédios públicos federais foram invadidos e danificados, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flavio Dino, é alvo de solicitação de impeachment por parte de 44 deputados, sendo quatro destes de partidos da base do governo federal.

A solicitação das imagens foi feita pelo presidente da comissão que investiga os atos, deputado federal Arthur Maia (União-BA). Dino entregou somente imagens de duas câmeras, alegando que a empresa prestadora do serviço deletou as imagens das outras câmeras do ambiente interno. Segundo Dino, o contrato não previa o armazenamento das imagens por um longo período, sendo preservado somente o que havia sido solicitado por autoridades policiais.

A justificativa não convenceu a oposição, que alega que o não envio assinala “fortes indícios de conduta ativa de exclusão das imagens”. Com isso, Dino pode ser enquadrado em crime de Fraude Processual.

Além dos oposicionistas, a proposta de Paulo Bilynskyj (PL-SP) recebeu também o apoio de parlamentares da base do governo Lula, como o Coronel Assis (União-MT), Rodrigo Valadares (União-SE), Sargento Fahur (PSD-PR) e Pezenti (MDB-SC). As legendas desses deputados, inclusive, têm filiados que ocupam cargos no primeiro escalão do governo federal.

No caso do MDB, Renan Filho (Transportes), Simone Tebet (Planejamento) e Jader Filho (Cidades) estão à frente de ministérios. Já o PSD tem pastas comandadas por Carlos Fávaro (Agricultura), André de Paula (Pesca) e Alexandre Silveira (Minas e Energia). O União Brasil tem Celso Sabino (Turismo) e Juscelino Filho (Comunicações), ambos também no primeiro escalão.

Entre os 39 deputados que formam a oposição, a maior parte (35) é do Partido Liberal (PL), o mesmo do ex-presidente Jair Bolsonaro; dois do Republicanos, um do Patriota e um do Podemos.

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