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Dia Internacional de Combate ao Câncer Infantil reforça alerta para diagnóstico oportuno em Minas

Dr. Joaquim Caetano e paciente no Instituto de Oncologia Santa Casa BH. Crédito da Foto: Divulgação Santa Casa BH

Neste 15 de fevereiro, Dia Internacional de Combate ao Câncer Infantil, o alerta é claro: informação e acesso rápido ao tratamento salvam vidas. A data mobiliza profissionais de saúde, famílias e instituições em todo o país. Além disso, reforça a importância do acompanhamento pediátrico regular.

Dados do DATASUS, compilados pela Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente, apontam que Minas Gerais registrou 988 novos casos de câncer infantojuvenil em 2025. Em todo o Brasil, foram 11.984 diagnósticos entre crianças e adolescentes de 0 a 19 anos. Em 2024, por outro lado, o estado contabilizou 1.409 ocorrências.

Os números serviram como base de apuração do Portal DeFato Online. No entanto, especialistas alertam que a análise vai além das estatísticas. É preciso considerar a qualidade dos registros e a evolução dos sistemas de notificação.

Em resposta à reportagem, o oncologista pediátrico Dr. Joaquim Caetano de Aguirre Neto, coordenador do Instituto de Oncologia da Santa Casa BH e presidente do Comitê de Oncohematologia da Sociedade Mineira de Pediatria, explica que Minas historicamente concentra cerca de 10% dos casos estimados no país. Segundo ele, essa proporção é compatível com o tamanho populacional do estado.

As estimativas epidemiológicas nacionais baseiam-se principalmente nos registros de base populacional do INCA, considerados a fonte mais robusta para a análise de incidência. Observa-se tendência gradual de aumento dos registros ao longo dos anos, relacionada sobretudo à melhora dos sistemas de notificação, aos avanços diagnósticos e ao maior controle de óbitos por doenças infecciosas preveníveis na infância”, afirma.

Além disso, o especialista ressalta que não basta falar apenas em diagnóstico precoce. Para ele, o diagnóstico precisa ser correto e oportuno.

O câncer infantil costuma ter crescimento rápido e sinais inespecíficos, frequentemente semelhantes a doenças comuns da infância. Além disso, algumas neoplasias podem evoluir inicialmente sem sintomas, o que reforça a importância do acompanhamento médico regular”, destaca.

Entre os sinais de alerta estão febre persistente, dor óssea, vômitos frequentes e cefaleia. Também merecem atenção palidez, sangramentos sem causa aparente e caroços indolores. Em alguns casos, a presença de mancha branca no olho pode indicar retinoblastoma.

Por isso, o acompanhamento pediátrico contínuo é essencial. Conforme o médico, buscar atendimento apenas em situações de urgência pode atrasar a identificação de sintomas persistentes.

A principal recomendação é manter o acompanhamento pediátrico regular, evitando buscar avaliação apenas em situações agudas de pronto atendimento. O seguimento de puericultura e a vacinação em dia são medidas fundamentais para a saúde global da criança e também para a identificação precoce de alterações suspeitas.

Além da atuação médica, a Santa Casa BH é uma das principais referências em oncologia infantojuvenil em Minas Gerais. A estrutura é consolidada pelo Instituto de Oncologia e pelo Hospital São Lucas, do grupo hospitalar. A instituição oferece atendimento especializado de ponta, com pronto atendimento, internação e UTI. Atualmente, lidera no estado em quimioterapia pediátrica e radiologia pediátrica.

A unidade é referência no tratamento de tumores como o retinoblastoma. Realiza cerca de 8 mil atendimentos pediátricos por ano. Além disso, são aproximadamente 1,2 mil procedimentos de quimioterapia pediátrica anuais e mais de 200 de radiologia, muitos deles de alta complexidade.

O Instituto de Oncologia também mantém parceria com o St. Jude Children’s Research Hospital e com a Aliança Amarte, fortalecendo pesquisa e inovação. Já a humanização do atendimento conta com apoio da Fundação Sara Albuquerque Costa e do Instituto Ronald McDonald.

Entretanto, ainda existem desafios importantes. Entre eles estão a formação contínua de profissionais de saúde, o letramento em saúde da população e as barreiras burocráticas para acesso a exames especializados.

Persistem desafios relacionados à formação dos profissionais de saúde, ao letramento em saúde da população e à redução de barreiras burocráticas para acesso a especialistas e exames de maior complexidade.”

Por fim, iniciativas como as ações itinerantes de diagnóstico precoce da Santa Casa BH buscam reduzir essas lacunas. Assim, neste 15 de fevereiro, a mensagem central permanece: informação, acompanhamento regular e acesso rápido ao tratamento aumentam as chances de cura e garantem mais qualidade de vida às crianças e adolescentes.

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