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“É momento de capacitar os profissionais e confiar no fluxograma”, diz infectologista sobre coronavírus

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Foto: Carol Vieira/DeFato

Com a participação de 307 profissionais de Itabira, a Secretaria de Saúde realizou a I Capacitação sobre Coronavírus nesta quarta-feira (11). O encontro aconteceu no Centro Cultural Carlos Drummond de Andrade e teve como proposta instruir, esclarecer e tirar dúvidas sobre a prevenção ao coronavírus, responsável por causar a doença Covid-19.

Durante o encontro, a médica infectologista do Hospital Municipal Carlos Chagas (HMCC), Andrea Cabral, apresentou conceitos, epidemiologia no Brasil e no mundo, transmissões e manifestações clínicas da Covid-19. Já o médico infectologista do Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD), Marcello Fontana Monteiro, palestrou sobre diagnóstico, tratamento e prevenção da doença.

Andrea é a médica de referência do município – Foto: Carol Vieira/DeFato

A profissional afirmou que a situação internacional é de pandemia, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Andrea disse que o objetivo é aplicar em Itabira os critérios adotados pela OMS.

“O vírus não é novo e foi descoberto em 1960. Ele tem sete sorotipos e destes, quatro são patogênicos ao ser humano. Além disso, destes quatro, três tem provocado epidemias ao longo dos 20 anos. Destas três epidemias, duas viraram pandemia. Há uma ciência por trás da OMS”, afirma a infectologista.

O médico infectologista do Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD), Marcello Fontana Monteiro, também esteve presente no encontro e falou sobre diagnóstico, tratamento e prevenção da doença. “Não é momento de desespero, e sim de capacitar profissionais, confiar no fluxograma e não criticar os profissionais da saúde. Aqui nós estamos construindo os protocolos e os procedimentos em conjunto”, disse o médico.

Marcello Fontana Monteiro – Foto: Carol Vieira/DeFato

Para a secretária municipal de Saúde, Rosana Linhares, o engajamento dos profissionais da área na I Capacitação sobre Coronavírus mostra que o município tem condições de tratar dos casos, buscar evidências e detecção.

“Como nós não temos caso, para nos orientar, criamos o nível zero para que possamos ter o descritivo de tarefas, para definir questões de levantamento de insumos, contatos, serviços e toda uma rede de enfrentamento dos casos”, destacou a secretária. Segundo ela, uma proposta de decreto emergencial será entregue ao prefeito otimizar processos quando houver situações de risco no município.

 

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