Site icon DeFato Online

Escassez no SUS de Itabira: sem pessoal para ampliar rede Covid, Prefeitura vai remanejar servidores

São Gonçalo participará de consórcio para a implantação do Samu Regional

Foto: Arquivo/DeFato

A rede de saúde de Itabira não tem profissionais suficientes para dar conta da pandemia de Covid-19. O Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD) encara dificuldades para contratar técnicos e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vai intervir. A pasta está convocando servidores de gestão e áreas operacionais para que deixem seus postos de trabalho e cumpram a jornada, principalmente, no Pronto-Socorro Municipal de Itabira.

Eliana Horta, secretária municipal de Saúde, acionou hoje (16) os cargos de confiança da pasta para levantar os nomes que serão temporariamente remanejados para o momento mais crítico de combate à pandemia.

O recrutamento é necessário, segundo ela, para expandir o número de leitos. Eliana citou os planos para o HNSD: para operacionalizar 20 leitos de enfermaria, o hospital precisa de 20 técnicos de enfermagem, quatro enfermeiros, dois fisioterapeutas e um médico. Números e o planejamento quanto ao Hospital Municipal Carlos Chagas (HMCC) não foram comentados.

A reunião da SMS, por videoconferência, foi acompanhada por representante do Jurídico do município. Eliana explicou que o servidor que se dispor ao recrutamento será deslocado de sua unidade ou departamento, por ora, e cumprirá a jornada dentro do hospital, sem prejuízo de carga horária. O salário, em princípio, será mantido – sem bonificações ou compensações. “É por amor à profissão e às pessoas que estão passando por esse momento”, afirmou a secretária.

As chefias da SMS indicaram a Eliana Horta servidores já disponíveis para o suporte, em levantamento prévio. A SMS definiu para ainda hoje uma força-tarefa no cadastro de mais servidores de saúde, para que uma carta de convocação seja distribuída. O interesse é enviar servidores ao HNSD a partir de quarta-feira (17). “Temos receio de pessoas morrerem nos corredores. Por isso a urgência”.

Desafio

Participantes da reunião alertaram Eliana Horta dos desafios no assunto. A principal preocupação está nos servidores que não têm vivência com alas de enfermaria e UTI, o conhecimento prático necessário com os casos graves de Covid-19 ou mesmo as condições físicas para o trabalho – há muitos que, inclusive, apresentam comorbidades. “Temos que tomar cuidado pois pode-se colocar em risco a vida de profissionais e pacientes”, advertiu uma das técnicas de saúde.

Outra questão pontuada é que a maioria dos servidores efetivos cumpre jornada de seis horas diárias.

Panorama

Segundo o painel de monitoramento da Covid-19 em Itabira, nesta terça-feira permanecem com ocupação máxima os 26 leitos de UTI e os 54 leitos de enfermaria no município, instalados no HNSD e HMCC. No último boletim epidemiológico (de 15/03), a cidade chegou a 97 óbitos da doença.

Exit mobile version