Acontece neste sábado (6), às 19h, o encerramento da exposição “Márcio Sampaio – Um lugar chamado arte”. O evento será na galeria da FCCDA e vai promover um bate-papo com o artista, que foi homenageado do 48° Festival de Inverno de Itabira.
Nesse encontro, Márcio Sampaio fará um panorama sobre suas obras, com imagens dos tempos de juventude em Itabira até as últimas do período recente da quarentena. Na ocasião o artista também vai falar sobre seus poemas visuais e objetos artísticos. Haverá momentos para perguntas e conversa durante a apresentação.
Sobre Márcio Sampaio
Nascido em Santa Maria de Itabira, no ano de 1941, Sampaio começou a pintar aos 12 anos, copiando cartões-postais e figuras de revistas. Em 1953, muda-se para Itabira, Minas Gerais, onde tem suas primeiras lições de pintura, com Emília de Cause.
Transferiu-se para Belo Horizonte em 1959, e ingressa na Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Expõe Poemas-Cartazes na 1ª Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, na Reitoria da UFMG, em 1963. Ainda no início da década de 1960, funda, com um grupo de amigos, a revista de vanguarda Ptyx.
Realizou sua primeira mostra individual em 1964, mesmo ano em que lança o livro de poesias Rubro Apocalíptico. Passa a atuar como crítico de arte no jornal Diário de Minas em 1965 e lança seu segundo livro de poemas, O Ciclo de Barro.
No ano seguinte, começa a colaborar como ilustrador no suplemento literário do Minas Gerais, recém-criado pelo escritor Murilo Rubião (1916 – 1991). Participa da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1967. Entre 1968 e 1971, é coordenador do Museu de Arte da Pampulha – MAP (Belo Horizonte, MG).
Em 1971, inicia a série de obras denominada Galeria Antropofágica e, no ano seguinte, assume a coordenação do Palácio das Artes de Belo Horizonte. Ingressa como professor na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais – EBA/UFMG em 1977, e se aposenta em 1999. Em 2005 é realizada na Grande Galeria do Palácio das Artes de Belo Horizonte a exposição Declaração de Bens, retrospectiva de 50 anos de sua carreira.
Obras
Márcio Sampaio dedica-se inicialmente ao desenho, em que, como nota o historiador da arte Roberto Pontual, revela o interesse pelos costumes e pela cultura mineira. O artista explora também questões da fotografia e da paisagem urbana, como na série Indicações, s.d. e cria obras a partir de objetos do cotidiano. Atualmente ele trabalha como crítico de arte, pintor, desenhista, poeta e professor.
Uma de suas séries mais conhecidas é a Galeria Antropofágica, iniciada em 1971, onde recria com humor e ironia obras de diferentes artistas nacionais, como Tarsila do Amaral (1886 – 1973) , Milton Dacosta (1915 – 1988) e Amilcar de Castro (1920 – 2002), apresentando-as com trabalhos de artistas internacionais, como Piet Mondrian (1872 – 1944) e Kazimir Malevitch (1878 – 1935).
Durante a década de 1970, Sampaio passa a atuar como crítico de arte, escrevendo primeiramente para o Diário de Minas Gerais e em seguida para o Suplemento Literário de Minas Gerais.
Como nota a historiadora da arte Marília Andrés Ribeiro, o artista procura ainda incentivar o trabalho de jovens artistas mineiros, promovendo mostras coletivas como o Happening Brasil: a Festa, a Construção, Arte Total, 1970 que, por meio de imagens da arte popular e do repertório moderno, busca uma releitura da cultura brasileira.
No final da década de 1960, ao coordenar os eventos do Museu de Arte da Pampulha – MAP, organiza o 1º Salão de Arte Contemporânea de Belo Horizonte, com o qual abre espaço para as propostas dos artistas da vanguarda mineira, como José Ronaldo Lima (1939), Lotus Lobo (1943), Jarbas Juarez (1936), Raymundo Colares (1944 – 1986) e Noviello (1929), entre outros.
É curador de grandes mostras temáticas como A Paisagem Mineira, 1977, no Palácio das Artes, que apresenta uma ampla reflexão sobre a história da paisagem local, e Desenho Mineiro, 1979, no mesmo local, que procura demonstrar as potencialidades dessa técnica em Minas Gerais, desde o modernismo.
*Com informações da FCCDA e do Itaú Cultural

