Governo italiano informou nesse sábado (27) que um austríaco, de 55 anos, morreu depois de ir a uma ‘festa do corona’, na Itália. Esse tipo de evento vem sendo realizado com frequência no país para que as pessoas possam se contaminar propositalmente com o novo coronavírus.
O homem tinha o objetivo de receber passaporte para não se vacinar, já que desde outubro desse ano a Itália exige comprovante de vacinação no ambiente de trabalho. O tal passaporte, conhecido como “green pass”, deixa de ser cobrado no caso de pessoas que se contaminaram com o vírus nos últimos seis meses.
O Coordenador da unidade anti Covid de Bolzano, Patrick Franzoni, deu uma entrevista ao jornal italiano “Il Dolomiti”. Ele explicou que tem sido cada vez mais comum pessoas irem a esse tipo de festa. A intenção é de realmente serem contaminadas com o novo coronavírus.
As festas acontecem da seguinte maneira: uma ou mais pessoas infectadas, com o teste positivo para a doença, vão para esses ambientes com objetivo de transmitir a Covid-19. Para isso, se aproximam dos demais convidados, fazem contato físico por meio de abraços e beijos, e por fim, dividem dos mesmo copos de bebida e talheres.
Ainda de acordo com Patrick Franzoni, até crianças são levadas pelos pais para esses locais. Ao menos três pessoas, incluindo uma criança, foram internadas em estado grave após participarem de eventos desse tipo em Tirol do Sul. Franzoni informa que a pessoa infectada pode enfrentar processos criminais por espalhar conscientemente o vírus durante o estado de emergência italiano na pandemia.
De acordo com uma investigação inicial, algumas das festas estão sendo realizadas em áreas externas de bares, que são acessíveis sem o “Green Pass”. Lá, uma pessoa infectada bebe em um copo ou garrafa de cerveja e passa adiante para tentar espalhar o coronavírus.
Há ainda o registro de festas desse tipo organizadas em residências particulares. Em um dos casos investigados, uma pessoa infectada estava acamada e os hóspedes teriam se reunido ao redor do leito do doente para tentar “respirar o vírus”.

