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Fluxo do atendimento oncológico em Itabira é detalhado na Câmara

Foto: Guilherme Guerra/DeFato

O funcionamento do serviço de oncologia do Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD) foi apresentado na Câmara Municipal de Itabira nesta segunda-feira (30). O esclarecimento foi conduzido pelo diretor executivo do hospital, Alexandre Coelho, e pela secretária municipal de Saúde, Fabiana Machado, que detalharam o caminho percorrido pelo paciente desde a atenção básica até o tratamento especializado.

De acordo com Fabiana Machado, o fluxo começa nas unidades básicas de saúde, onde o paciente relata os primeiros sintomas. O médico da família, ao identificar a necessidade, encaminha o paciente para especialistas da rede municipal, como urologistas, mastologistas ou ginecologistas, disponíveis no Hospital Municipal Carlos Chagas ou no Centro Estadual de Atendimento Especializado (Ceae).

Caso os exames apontem alta suspeita de câncer, o paciente retorna à unidade básica e seu caso é avaliado pela Comissão Municipal de Oncologia. A partir daí, é direcionado ao serviço de oncologia do HNSD. “A princípio, por preconização, temos 30 dias para que o paciente faça a primeira consulta oncológica e até 60 dias para iniciar o tratamento, seja por quimioterapia ou radioterapia”, explicou a secretária.

Atendimento

Alexandre Coelho detalhou que o paciente chega ao hospital regulado pela Secretaria Municipal de Saúde, com solicitação para especialidades como cirurgia geral, urologia, mastologia e oncologia. A partir da consulta, inicia-se o processo de rastreamento, que envolve exames pré-operatórios e a atuação de uma equipe multidisciplinar.

“O paciente é acompanhado por um grupo dentro do hospital que chamamos de navegação. Essa equipe acompanha todo o itinerário, desde o agendamento de exames até a entrega dos resultados e o preparo para cirurgia, quimioterapia ou radioterapia”, afirmou. A secretária complementou que a Secretaria de Saúde também conta com profissionais navegadores que buscam pacientes que abandonaram o tratamento e os inserem na rede.

Fabiana Machado reforçou que os navegadores da Secretaria de Saúde atuam em parceria com a comissão municipal de oncologia e com a equipe do hospital para garantir que o paciente seja acompanhado do diagnóstico ao fim do tratamento. “O hospital não faz isso sozinho, a Secretaria também não. Somos parceiros nesse sentido”, concluiu a secretária.

 

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