O dia 14 de junho marca o Dia Mundial do Doador de Sangue e, nesta data, hoje o Hemominas celebrou 40 anos de trajetória, desde a sua fundação, em 1985. Responsável por mais de 90% da demanda transfusional de Minas Gerais, a Fundação se sustenta como uma importante referência para a população do estado.
Em todos esses anos, o Hemominas foi responsável pela realização de mais de 8 milhões de doações e 11 milhões de transfusões. Outros registros são impressionantes: efetuaram mais de 2 milhões de consultas médicas e 143 milhões de exames laboratoriais, segundo dados da Fundação. Anualmente, mantém-se a média de 10 mil atendimentos anuais.
Ao todo, são 21 unidades fixas espalhadas por todo o território de Minas Gerais, contando também com 18 postos avançados de coleta externa (os Paces). Dessa forma, o Hemominas representa mais de 90% da demanda por transfusões de sangue na saúde pública estadual, atuando em todos os municípios de forma direta e indireta.
Metas e desafios
Apesar disso, há ainda novos desafios a serem enfrentados. Como questões relativas à baixa nos estoques de sangue à disposição das equipes. Por isso, a Fundação organizou uma campanha de doação neste sábado (14) no Hemocentro de Belo Horizonte e nas unidades Juiz de Fora, Uberlândia, Uberaba, Pouso Alegre, Divinópolis, Manhuaçu, Poços de Caldas e no Hospital Júlia Kubitschek.
Essa é uma iniciativa que dialoga com o objetivo do Hemominas: alcançar o índice de 3% de população doadora. Ou seja, mobilizar essa porcentagem da população mineira como doadora regular aos bancos de sangue estaduais. Esse é, aliás, o percentual recomendado pela Organização Mundial de Saúde.
Desenvolvimento tecnológico
Para além dos volumosos números que descrevem a amplitude do trabalho do Hemominas ao longo desses quarenta anos, há também destaques que dizem respeito à inovação tecnológica. Ou seja, novas técnicas desenvolvidas por profissionais da Fundação e aplicadas para o atendimento aos pacientes. Dessa forma a instituição se tornou referência nas áreas de hematologia e hemoterapia. Entre os feitos tecnológicos, destacam-se:
- Técnica de Inativação de Patógenos (TRP): reduz o risco de transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya por transfusão;
- Patient Blood Management (PBM): protocolo que otimiza o uso de sangue, garantindo mais segurança e eficiência
- Centro de Tecidos Biológicos (Cetebio): responsável pela coleta e processamento de células-tronco para transplantes de medula óssea;
- Cocaptadora, assistente virtual: sistema de inteligência artificial que amplia o engajamento de doadores via WhatsApp, telefone e e-mail.
Com informações da Agência Minas.

