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Incêndio na UPA Fênix pode custar R$ 12 milhões aos cofres itabiranos

incêndio UPA

Foto Thales Benício / DeFato

Ocorrido em maio de 2021, o incêndio na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Fênix, em Itabira, pode custar caro aos cofres públicos itabiranos. Segundo a secretária municipal de Saúde, Clarissa Lages, o Ministério da Saúde está exigindo uma compensação financeira que gira em torno dos R$ 12 milhões. Porém, ela pondera que a pasta dialoga com a União, a fim de evitar o pagamento.

Já no ano passado, o suspeito de atear fogo na UPA foi preso pela Polícia Civil. Clarissa diz, no entanto, que no entendimento do Ministério da Saúde houve má gestão da unidade, construída em 2016, durante a gestão Damon Lázaro de Sena.

“O Ministério da Saúde pede esse dinheiro de volta. Com juros e correções monetárias, gira em torno de 12 milhões. Mas estamos em negociação, já temos um plano de trabalho muito bem feito para que possamos discutir com o Ministério da Saúde e a ideia é que a gente não devolva esse dinheiro”, diz a secretária.

Segundo Clarissa, não há um prazo específico para o pagamento do montante. “O prazo é do Ministério da Saúde, nossa parte é negociar e dialogar. Temos uma expectativa muito grande de sucesso em relação à não devolução do dinheiro e a construção de uma nova UPA no município. Mas os prazos, determinações  e etapas são ditadas pelo Ministério da Saúde”, explica.

Por fim, a líder da SMS ressalta que não houve nenhuma movimentação judicial durante o entrave. Ela ainda afirma que não se trata de um problema de gestão, ao contrário do que diz o MS.

“Não houve nenhuma movimentação judicial […]. É um problema que essa gestão herdou, mas não é um problema de gestão. É um problema da população que a gente vai devolver”, completa.

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