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Itabira: casos positivos de dengue sobem 46,66% em uma semana

Itabira investiga mais um óbito suspeito por dengue

Foto: Arquivo/DeFato Online

Itabira segue em situação de emergência devido ao aumento da infestação do mosquito da dengue no município. Somente na última semana, os casos positivos da doença subiram 46,66%, apontando 459 notificações, com 66 casos positivos de dengue e outros 13 de Chikungunya. Os dados foram atualizados ontem (11), pela Vigilância em Saúde de Itabira.

A média do crescimento de notificação semanal está em 19,53%. Até a terça-feira passada (4), a cidade já havia notificado 384 casos, sendo 45 positivos para dengue – quatro deles com sinais graves, além de uma internação – e outros 12 positivos para Chikungunya. 

‘‘Os casos positivos de dengue aumentaram 46,66% na última semana. Também subiu em 8,33% o número de casos positivos de Chikungunya, mas temos vários casos ainda em investigação. Preocupante, o que prova que o vírus está circulando’’, afirma Natália Franco Barbosa de Andrade, superintendente de Vigilância em Saúde.

Em 10 de março, a cidade já havia confirmado 11 casos positivos da dengue no município. De acordo com o último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) feito pela Secretaria Municipal de Saúde, Itabira corria risco de entrar em um surto de dengue. Segundo este LIRAa, o índice de infestação estava em 9%. O ideal é que o índice de infestação fique abaixo de 1%. Com isso, a cidade já superou a fase de alerta, que é quando os indicadores ficam entre 1% e 3,9%. O Ministério da Saúde já agendou um novo LIRAa para ser realizado no mês de Maio

No ano passado foram registrados 198 casos de dengue em Itabira, além de um caso positivo para Chikungunya. Em 2021 foram 20 casos de dengue e um outro de Chikungunya. Mesmo com esses dados, a superintendente ressalta que em 2021 e 2022, o número reduzido de casos foi fruto da subnotificação, ‘‘pois com a preocupação com a pandemia, outras doenças acabaram sendo negligenciadas’’.

A superintendente reforça que a população faça a vistoria semanal de suas casas e quintais, além de receber o Agente de Combate às Endemias, funcionário preparado para orientar a população quanto aos possíveis criadouros: ‘‘Ele é o profissional que tem o “olhar técnico” para este fim e não vai até às residências para recolher lixo, o que ainda alguns munícipes pensa’’

‘‘Apesar de estarmos nos desdobrando para que os agentes de combate à endemias estejam cobrindo todas as residências e fazendo todas as orientações, percebemos que o vírus está circulando. É muito importante que a população tenha ciência disso e faça a revisão semanal’

A importância de fazer o combate dentro de casa

Fernanda explica que a fêmea do Aedes precisa do sangue para maturar os seus ovos, fazendo a postura nas paredes dos recipientes. Esses ovos podem ficar em estado de dormência por um ano, mesmo sem o contato com a água. Em contato com a água, eles eclodem e começam o seu ciclo. ‘‘Por isso é importante eliminar qualquer recipiente que acumule água, como pratinhos de plantas, vasilhas de animais, garrafas e pneus’’, ressalta.

Caso os ovos se transformem em larvas, os ACE aplicam o larvicida. A superintendente explica que caso o ciclo não seja interrompido, as larvas viram pupas, onde não existe nenhum produto capaz de eliminá-las, onde se pode apenas realizar o descarte da água. 

Sinais, sintomas e tratamento

Dor no corpo, cansaço, febre alta (> 38°), náusea, dor de cabeça, falta de apetite, indisposição, manchas vermelhas na pele, coceira. Esses são alguns dos sintomas de alguém que possa estar com Dengue.  O período do ano com maior transmissão da doença ocorre nos meses mais chuvosos de cada região, geralmente de novembro a maio. 

Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém as pessoas mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.

Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados, todos oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

O tratamento para infecção pelo vírus dengue é baseado principalmente na reposição volêmica adequada, levando-se em consideração o estadiamento da doença (grupos A, B, C e D) segundo os sinais e sintomas apresentados pelo paciente, assim como no reconhecimento precoce dos sinais de alarme.

Os pacientes que apresentam sinais de alarme ou quadros graves da doença requerem internação para o manejo clínico adequado. Ainda não existe tratamento específico para a doença.

 

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