Começou nesta segunda-feira (23) uma nova e decisiva etapa judicial relacionada à tragédia de Brumadinho, com a realização das primeiras audiências na Justiça Federal. O processo busca apurar responsabilidades pelo rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em janeiro de 2019, considerado um dos maiores desastres socioambientais da história do Brasil. As primeiras testemunhas começaram a serem ouvidas a partir de 13h, na sede do Tribunal Regional Federal da Sexta Região, na capital mineira.
As audiências representam um avanço importante no andamento do caso e podem contribuir diretamente para a definição das responsabilidades civis e administrativas dos envolvidos. Nesta fase, serão analisadas provas e depoimentos fundamentais para o julgamento, em um processo que é acompanhado de perto por familiares das vítimas e pela sociedade.
O rompimento da barragem em Brumadinho provocou 272 mortes, destruição ambiental e impactos profundos na vida de centenas de famílias, além de comprometer áreas inteiras do município e regiões vizinhas. Desde então, diversas ações judiciais foram instauradas, envolvendo empresas, dirigentes e outros agentes que podem ter relação com o ocorrido.
Ao todo, 17 réus respondem ao processo, entre eles a própria Vale, a empresa alemã Tüv Süd e 15 ex-executivos e funcionárrios das empresas. Estão previstas 76 audiências até maio do ano que vem, sempre às segundas e sextas-feiras.
Outro lado
“A Vale reafirma seu respeito às vítimas, familiares e comunidades atingidas e reitera seu compromisso com a reparação integral dos danos. A empresa não comenta ações judiciais em andamento”, afirmou a mineradora em nota enviada ao portal DeFato Online.

