Julgamento sobre tragédia de Brumadinho começa nesta segunda-feira e entra em fase decisiva na Justiça Federal

Audiências iniciadas hoje podem definir responsabilidades pelo rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, que matou 272 pessoas

Julgamento sobre tragédia de Brumadinho começa nesta segunda-feira e entra em fase decisiva na Justiça Federal
Barragem Córrego do Feijão, em Brumadinho, se rompeu em 25 de janeiro de 2019 – Foto: Reprodução/TV Globo

Começou nesta segunda-feira (23) uma nova e decisiva etapa judicial relacionada à tragédia de Brumadinho, com a realização das primeiras audiências na Justiça Federal. O processo busca apurar responsabilidades pelo rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em janeiro de 2019, considerado um dos maiores desastres socioambientais da história do Brasil. As primeiras testemunhas começaram a serem ouvidas a partir de 13h, na sede do Tribunal Regional Federal da Sexta Região, na capital mineira.

As audiências representam um avanço importante no andamento do caso e podem contribuir diretamente para a definição das responsabilidades civis e administrativas dos envolvidos. Nesta fase, serão analisadas provas e depoimentos fundamentais para o julgamento, em um processo que é acompanhado de perto por familiares das vítimas e pela sociedade.

O rompimento da barragem em Brumadinho provocou 272 mortes, destruição ambiental e impactos profundos na vida de centenas de famílias, além de comprometer áreas inteiras do município e regiões vizinhas. Desde então, diversas ações judiciais foram instauradas, envolvendo empresas, dirigentes e outros agentes que podem ter relação com o ocorrido.

Ao todo, 17 réus respondem ao processo, entre eles a própria Vale, a empresa alemã Tüv Süd e 15 ex-executivos e funcionárrios das empresas. Estão previstas 76 audiências até maio do ano que vem, sempre às segundas e sextas-feiras.

Outro lado

“A Vale reafirma seu respeito às vítimas, familiares e comunidades atingidas e reitera seu compromisso com a reparação integral dos danos. A empresa não comenta ações judiciais em andamento”, afirmou a mineradora em nota enviada ao portal DeFato Online.