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Laboratório Duarte promove encontro sobre novas diretrizes no rastreamento do câncer do colo do útero em Itabira

Laboratório Duarte promove encontro sobre novas diretrizes no rastreamento do câncer do colo do útero em Itabira

Foto: Ramon Agostinho/DeFato Online

O Laboratório Duarte promoveu, nesta quarta-feira (29), o evento Novo Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, no auditório da Funcesi, em Itabira. A atividade reuniu profissionais da saúde, estudantes e pesquisadores em um debate sobre as novas diretrizes nacionais de rastreamento da doença, com foco na detecção precoce do HPV e na ampliação das estratégias de prevenção.

De acordo com Aulísia Duarte, diretora do Laboratório Duarte, o encontro teve como objetivo ampliar o diálogo sobre saúde preventiva e difundir informações baseadas em evidências. “Com a nova diretriz, passamos a promover prevenção de forma mais eficiente. Agora é possível detectar o vírus HPV antes que ele cause alterações celulares. Isso permite tratamento, cura e evita que o câncer se desenvolva. O câncer de colo do útero é hoje o terceiro mais incidente entre as mulheres, mas acredito que esse cenário vai mudar com o tempo”, afirmou.

Já Sandra Duarte, também diretora do Laboratório, destacou que o evento integra uma série de ações voltadas à saúde da mulher. “O mês de outubro é marcado pela conscientização sobre a prevenção de doenças. Trazer esse debate é uma forma de garantir que a população e os profissionais estejam alinhados às novas práticas”, disse.

A reitora da Funcesi, Flávia Pantuza, ressaltou a importância da parceria com o Laboratório Duarte. “O tema é de interesse dos nossos cursos da área da saúde e vem sendo objeto de pesquisa dentro da instituição. Foi uma oportunidade para nossos alunos e para a comunidade se atualizarem sobre um assunto essencial”, afirmou.

A secretária municipal de Saúde, Fabiana Machado, marcou presença no evento e observou que Itabira segue a tendência nacional quanto à incidência do câncer de colo do útero, mas destacou os avanços da rede pública na área. “O município já realiza o exame preventivo nas unidades básicas com equipes de enfermagem, garantindo acesso gratuito às mulheres. O novo protocolo é um avanço importante, mas ainda exige estruturação para implementação no SUS”, explicou.

Entre os temas abordados durante as palestras, a ginecologista Ana Luiza Alvarenga apresentou o tema Do Papanicolau ao HPV-DNA: avanços e desafios na prática clínica. Ela explicou que o novo exame molecular substitui o teste citológico tradicional. “O foco agora é identificar quem tem o HPV e monitorar essas pacientes. O exame é mais específico e sensível, permitindo agir antes do surgimento de lesões”, disse.

A biomédica Rayanne Pimenta tratou sobre o Rastreamento do HPV e ISTs: inovação diagnóstica e impacto clínico. Segundo ela, o novo teste é capaz de detectar o DNA viral e classificar os tipos de HPV de maior ou menor risco de malignidade. “A inovação traz precisão diagnóstica e favorece o tratamento precoce, contribuindo para reduzir os casos da doença”, afirmou.

Também palestrante, a médica Melissa Bianchetti Valentini, do Grupo Fleury, destacou o papel da vacinação na prevenção. “A vacina quadrivalente, disponível no SUS, protege contra quatro tipos de HPV, enquanto a nonavalente, oferecida na rede privada, cobre nove. Com a atualização do programa nacional, passamos a aplicar uma dose única até os 20 anos, o que deve ampliar a cobertura vacinal”, explicou.

A médica Lorena Bersan Cabral, colaboradora do evento, destacou que o novo teste de DNA HPV traz maior efetividade e altera o intervalo de rastreamento. “Se o resultado for negativo, o exame poderá ser repetido a cada cinco anos, o que otimiza o acompanhamento e o uso dos recursos de saúde”, pontuou.

Para a ginecologista Marina Mafra, que acompanhou as apresentações, o evento reforçou a importância da vacinação e do diagnóstico precoce. “É fundamental que as mulheres conheçam os tipos de vacina e busquem a imunização, que previne contra os vírus responsáveis pelo câncer de colo do útero”, afirmou.

O evento reforçou o papel das parcerias locais na promoção de conhecimento e no fortalecimento da saúde pública e promoveu a troca de procedimentos e técnicas entre os profissionais da saúde, com atualizações pautadas nas recomendações oficiais de organizações da saúde no âmbito federal e internacional.

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