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Larissa Rocha relata enfrentamento ao preconceito e inspira pacientes com fissura labiopalatina

Foto: Reprodução

Celebrado anualmente em 24 de junho, o Dia Nacional de Conscientização sobre a Fissura Labiopalatina joga luz sobre uma das malformações congênitas mais recorrentes no Brasil, de aproximadamente 5 mil crianças nascidas. Popularmente conhecidas como lábio leporino e fenda palatina desenvolvidas no céu da boca (ou de ambos), essas deformidades se desenvolvem no início da gestação, quando as estruturas faciais do feto.

Embora as origens exatas permaneçam desconhecidas, a ciência associa o problema a fatores genéticos e de risco, tais como tabagismo, alcoolismo, desnutrição e uso de medicamentos específicos pela mãe durante a gravidez.

Foto: Reprodução

Os impactos da condição vão além da estética, afetando diretamente funções vitais como a sucção na amamentação, a respiração, o alinhamento dentário. Para mitigar esses desafios, o tratamento exige uma abordagem altamente multidisciplinar e de longo prazo.

Intervenções cirúrgicas plásticas e reparadoras costumam ser iniciadas logo nos primeiros meses de vida do bebê, mas a reabilitação integral depende do suporte contínuo de equipes formadas por fonoaudiólogos, ortodontistas, pediatras e psicólogos.

Voz da superação

Larissa Rocha vive o diagnóstico marcado por separações físicas e emocionais, nascida com fissura labial bilateral e fenda palatina profunda relata que sua infância foi pautada por uma rotina intensa de exames e mais de 15 intervenções cirúrgicas. Segundo ela, “cada procedimento cirúrgico foi crucial para restabelecer sua autonomia, melhorando a fala, a respiração e a mastigação”.

No entanto, o aspecto psicológico desponta como um dos maiores obstáculos ao longo do crescimento. O enfrentamento de olhares, apelidos e a exclusão social geram marcas profundas na autoestima de crianças e adolescentes com a malformação. Larissa relembra que “o preconceito foi um dos seus piores adversários, mas que decidiu transformar suas cicatrizes em ferramentas de acolhimento”.

Ao quebrar o silêncio e compartilhar sua trajetória em plataformas digitais, ela descobriu uma vasta rede de pessoas que compartilhavam das mesmas dores e inseguranças, transformando seu relato pessoal em um manifesto de esperança e representatividade.

 

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