O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta quinta-feira (1º) que indicará Cristiano Zanin Martins, que foi seu advogado durante a operação Lava Jato, para a vaga de Ricardo Lewandowski no Supremo Tribunal Federal (STF). A indicação dever ser publicada ainda hoje no Diário Oficial da União (DOU), em edição extra, conforme informações do Palácio do Planalto.
Às 17 horas, Lula recebe Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), chefe da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, comissão que faz a sabatina dos indicados ao STF. Segundo aliados de Alcolumbre, ele pretende auxiliar Lula e não deve apresentar obstáculos para marcar a arguição dos senadores com Cristiano Zanin.
O último ministro indicado à Corte foi André Mendonça, que esperou por quatro meses para ser sabatinado pelos senadores em 2021, porque Davi Alcolumbre era contra a sua indicação.
Lula recebeu Zanin na tarde desta quarta-feira (31) no Palácio do Planalto e confirmou à ministra Rosa Weber a indicação do seu advogado pessoal ao STF. Zanin foi crucial na defesa de Lula ao defender a tese de que o presidente fora vítima de perseguição política.
Sua equipe jurídica dedicou-se a analisar detalhadamente as acusações e o processo legal que envolvia Lula, argumentando que as ações contra ele tinham motivação política e visavam minar sua imagem e carreira.
Para o sustento da tese, Zanin destacou irregularidades no processo, como a falta de provas concretas e a parcialidade de alguns membros do judiciário envolvidos no caso.
Seu trabalho resultou na anulação das condenações contra Lula, possibilitando que ele se candidatasse às eleições de 2022 — quando venceu a disputa com o então presidente Jair Bolsonaro (PL) para ser reconduzido ao seu terceiro mandato.

