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Medicamentos para Doença de Parkinson estão em falta na Rede Pública

Doença de Parkinson: medicamentos estão em falta na Rede Pública

Foto: Pixabay

A Associação Brasil Parkinson (ABP) informa que alguns medicamentos estão em falta na rede pública de saúde, como o Prolopa HBS, Mesilato de Rasagilina e o Entacapona. A situação é problemática, especialmente por acabar comprometendo o tratamento de milhares de portadores da Doença de Parkinson em todo o país, que precisam de assistência especializada do Estado para receber o tratamento de maneira adequada. Hoje, estima-se que 200 mil brasileiros sofram com a doença.

As pessoas que tem a doença são consideradas portadoras de necessidades especiais, ou pessoas com deficiência. Elas tem os seus direitos assegurados pela legislação brasileira, entre eles o direito à assistência e acesso aos serviços de saúde. No entanto, ainda assim elas se veem sem acesso às garantias de qualidade de vida que deveriam receber.

 “A falta de medicamento já acontece há algum tempo e a ABP fez reuniões com as autoridades para demonstrar a preocupação com o atendimento aos pacientes. Sabemos que há essas medicações nas farmácias, então não é problema de fornecimento dos laboratórios. Temos até portadores da Doença de Parkinson enviando carta aberta cobrando uma posição. Abril, no mês da conscientização da doença, precisamos falar dos sintomas, do diagnóstico precoce e cobrar pela falta de medicamentos”, explica Dra. Érica Tardelli, presidente da ABP.

A doença

É uma doença neurológica, que afeta os movimentos, causa tremores, lentidão, rigidez muscular, desequilíbrio além de alterações na fala e na escrita. A doença pode afetar qualquer pessoa, independentemente de sexo, raça, cor ou classe social, mas tem maior predominância entre as pessoas mais idosas. No entanto, pode também acontecer nas idades mais jovens, embora sejam casos raros. 

Não é uma doença fatal, nem contagiosa, não afeta a memória ou a capacidade intelectual do parkinsoniano. Também não há evidências de que seja hereditária. Apesar dos avanços científicos, ainda continua incurável, é progressiva (variável em cada paciente) e a sua causa é desconhecida.

Direitos

Eliane Carreira Cavalcante, paciente da Associação Brasil Parkinson (ABP), enviou carta às autoridades de saúde em 10 de abril, cobrando a normalização do fornecimento dos medicamentos:

“O impacto que essa falta pode causar na vida do paciente de Parkinson é subjetivo, mas pode ocorrer desde uma piora da qualidade de vida, até mesmo ao aparecimento de sequelas temporárias ou mesmo sequelas definitivas que podem mudar a vida da pessoa, como a perda dos movimentos, parar de andar e até parar de comer. Ficamos sem combustível gerando um aumento significativo no quadro de dependência motora. Importante destacar, que além do Levodopa, principal medicamento do Parkinsoniano, são também necessários outros medicamentos que precisam ser associados a este para que possam intensificar os efeitos no organismo, ou seja, todos são imprescindíveis para nossa vida, quais sejam:  Pramipexol; Amantadina; Bromocriptina; Entacapona; Selegilina; Tolcapona e Triexifenidil, entre outros. É preciso dar atenção a esta necessidade.”, destacou ela no texto.

O aumento da Doença de Parkinson está associado a fatores externos como poluição, agrotóxico e solventes. Por isso, a informação é importante para identificar os sintomas, que ajudam no diagnóstico precoce e podem aparecer até 15 anos antes da manifestação do Parkinson.

Todas as informações sobre a Doença de Parkinson estão no site da ABP, que lançou materiais educativos sobre a doença e os direitos dos portadores.

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