A ministra dos Esportes, Ana Moser, assinou portaria já publicada no Diário Oficial da União (DOU) criando um grupo de trabalho técnico com o objetivo de elaborar um plano de combate ao racismo. A assinatura ocorreu nesta segunda-feira (19), e a equipe será coordenada pela assessoria de participação social e diversidade da pasta, com duração de 45 dias.
A ideia está centrada em três pilares principais: propor ações políticas e programas transversais de combate ao racismo e de promoção de inclusão da população negra nos esportes a serem executados pelos órgãos competentes da administração pública federal; propor estratégias de integração entre as políticas públicas de igualdade racial, esporte e promoção e acesso à justiça; e promover o diálogo interssetorial no âmbito governamental e com atores da sociedade civil voltado para a erradicação de práticas racistas e para a promoção de igualdade racial no esporte brasileiro, em todos os níveis.
No final de maio, o Ministério da Igualdade Racial do Brasil e o Ministério da Igualdade da Espanha assinaram um comunicado conjunto em que condenam ofensas de cunho racista sofridas pelo jogador Vinícius Júnior, do Real Madrid e da Seleção Brasileira.
O termo assinado por ambos os países sugeriram medidas urgentes no combate ao racismo no esporte. “Insiste a obrigação de todas as instituições competentes responderem com a maior diligência para agir contra este e todos os casos que ocorrem no campo desportivo e que não podem ficar impunes, para garantir o acompanhamento, a reparação e proteção das vítimas desses crimes”, diz a nota conjunta.
O fato se deu dois dias após o jogador brasileiro e outros terem sido vítimas de insultos por torcedores racistas, sexistas e fascistas dentro e fora dos gramados.
Farão parte do grupo de trabalho brasileiro representantes de organizações da sociedade civil (entidades privadas e sem fins lucrativos), de empresas públicas e entidades governamentais.
Esses membros do grupo serão escolhidos pelo Ministério da Igualdade Racial e Ministério da Justiça e Segurança Pública. Os membros não serão remunerados pela participação no grupo, sendo considerado como serviço público relevante.

