Em um período de pandemia, no qual a higienização se tornou ainda mais importante, moradores do bairro Gabiroba, em Itabira, têm sofrido com a água suja. De acordo com alguns depoimentos colhidos pela reportagem da DeFato Online, a situação perdura há mais de uma semana.
Luciene Oliveira, moradora da rua dos Fazendeiros, está no grupo dos insatisfeitos. Tanto em sua casa, quanto na da sua mãe, Maria Aparecida Simão, a água tem saído muito suja nos últimos dias e atrapalhando várias atividades do seu cotidiano. “A minha máquina de lavar é ligada diretamente com a água da rua. Acabei de colocar a roupa pra lavar e quando abri a mangueira, a água tá igual barro. E eu estou tentando falar no SAAE e não consigo, já faz mais de uma semana que a gente está nessa situação”, reclama.
Uma alimentação saudável e a limpeza do imóvel são outros fatores afetados pela condição ruim da água que chega ao lar de Luciene. “Além da água estar nessa situação, a gente não está tendo condições de alimentar, nem limpar a casa. Na situação que estamos vivendo hoje, tendo que manter tudo o mais limpo possível, não estamos tendo condições de limpar”, relata a itabirana.
Moradora do mesmo bairro, Lêda Rosário tem enfrentado situação parecida na travessa das cantineiras. “Não dá nem pra fazer comida, a água tá imunda, principalmente hoje (17). É ruim porque pagamos pela água, já pensou a gente precisar de comprar água? Porque não tem jeito de tomar ela nem fazer comida, tá um barro.”
Rafaela Silveira, da rua dos filósofos, também no Gabiroba, enfrentou um problema duplo. Há quinze dias, a sua casa esteve entre as que sofreram com a falta de água. Já na última quinta-feira (12) e nesta terça (17), o problema foi a limpeza do liquido, que permaneceu bastante sujo durante três dias. Quando ela teve de fechar o seu registro para fazer uma manutenção na tubulação na sexta-feira (13), a situação se agravou.
“O problema causou maior transtorno na sexta-feira, porque a nossa caixa d’água esvaziou e acabamos tendo que usar a água direto da rua, que estava apresentando bastante sujeira”, afirma.
Procurada pela DeFato para um posicionamento, a Prefeitura disse que repassou a situação ao Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), que ainda não deu um retorno.

