Uma mulher foi presa ontem (8) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, após dizer que tinha viajado para Hong Kong e simular os sintomas do coronavírus, que já matou mais de 700 pessoas na China.
Segundo a Polícia Civil, agentes da 12ª DP (Copacabana) a prenderam em flagrante, acusada do crime de falsidade ideológica e da contravenção de “provocar alarme, anunciando desastre ou perigo inexistente, ou praticar qualquer ato capaz de produzir pânico ou tumulto”.
Ela esperava por atendimento prioritário na UPA e disse aos agentes de saúde que havia viajado como babá de uma família e estava apresentando os sintomas associados ao novo coronavírus.
De acordo com informações da Polícia Civil, houve grande comoção na UPA e foram postos em prática os protocolos internacionais para o tratamento do vírus. A mulher foi isolada e submetida a exames. As vigilâncias sanitárias estadual e municipal foram informadas e notificaram o Ministério da Saúde.
Ministério da Saúde
Como familiares da paciente disseram que ela não havia viajado e não tinha passaporte, o que foi confirmado pela Polícia Federal, ela recebeu voz de prisão dentro da UPA. Após ser desmentida pelos familiares, a paciente admitiu que inventou a história para receber atendimento prioritário na unidade de saúde.
No Brasil
O Ministério da Saúde atualizou hoje (8) as informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde sobre a situação dos casos suspeitos do novo coronavírus no Brasil. Agora, oito casos se enquadram na atual definição de caso suspeito para investigação do CoV-2019. Não há nenhum caso confirmado no Brasil.
O boletim foi divulgado pelo site do Ministério da Saúde.
As ocorrências suspeitas estão sendo monitorados pelo Ministério da Saúde nos seguintes estados: Minas Gerais (1), Rio de Janeiro (1), São Paulo (2), Santa Catarina (1) e Rio Grande do Sul (3). O ministério também já descartou 28 casos para investigação de possível relação com a infecção humana pelo coronavírus.
Todas as notificações foram recebidas, avaliadas e discutidas com especialistas, caso a caso, junto com as autoridades de saúde dos estados e municípios.
*Agência Brasil

