No primeiro semestre de 2025, o Brasil criou 1,22 milhão de empregos formais, número inferior aos 1,31 milhão registrados no mesmo período de 2024, representando uma queda de 6,8%.
O setor de serviços, que responde por 70% da economia nacional, foi o principal responsável pelas contratações. Apesar desse recuo recente, uma análise mais ampla revela dados surpreendentes sobre a geração de empregos no país.

Roraima supera São Paulo na criação de empregos
Considerando o período de janeiro de 2019 a junho de 2025, que abrange os mandatos de 18 governadores reeleitos em 2022, Roraima se destacou com um aumento de 61% no estoque de empregos formais, superando estados tradicionalmente mais desenvolvidos, como São Paulo, que cresceu 21%.
Esse crescimento expressivo está ligado, em parte, à presença de cerca de 78 mil venezuelanos no estado, o que corresponde a 12,8% da população local, contribuindo para o dinamismo do mercado de trabalho.
Acre: história e crescimento econômico
Outro estado que chamou atenção foi o Acre, que registrou um aumento de 41% no estoque de empregos no mesmo período, ficando à frente de São Paulo. A história do Acre é marcada por um importante episódio diplomático: o Tratado de Petrópolis, assinado em 17 de novembro de 1903, que transferiu o território da Bolívia para o Brasil.
O acordo, negociado pelo Barão do Rio Branco, envolveu a cessão de terras, a construção de uma estrada e o pagamento de um valor em dinheiro, além de presentes simbólicos, como dois cavalos.
Historicamente, o Acre sempre teve forte influência brasileira, principalmente por migrantes nordestinos que trabalhavam na extração da borracha. A região enfrentou conflitos quando a Bolívia entregou o controle a um conglomerado anglo-americano, o Bolivian Syndicate, o que gerou violência e instabilidade. O Brasil, ao propor o tratado, garantiu a independência e a incorporação do Acre, que só se tornou oficialmente um estado em 1962.







