Cerca de 90% dos trabalhadores da Celesc decidiram parar as atividades na manhã desta segunda-feira (22). A greve foi aprovada em assembleia na semana passada e atinge unidades da empresa em diferentes regiões do Estado.
O movimento é organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores Eletricitários (Intercel), que cobra reajustes salariais e igualdade de direitos para todos que atuam na companhia. A categoria também reivindica a recuperação de benefícios retirados em negociações anteriores.
Na última sexta-feira (19), a direção da Celesc apresentou uma nova proposta, oferecendo aumento em todas as cláusulas financeiras. No entanto, os trabalhadores rejeitaram a oferta nesta segunda, em votação com ampla maioria.
O que diz a Celesc?
A empresa informou, em nota, que lamenta a decisão da categoria e que está em diálogo desde 28 de agosto. Segundo a Celesc, a proposta apresentada já trazia avanços considerados importantes.
Entre os pontos citados, estão melhorias no vale-alimentação, a criação de um vale extra no início de 2026 e reajuste salarial de acordo com a inflação. A nota também destaca que outros auxílios seriam atualizados pelo mesmo índice, garantindo a reposição total da perda inflacionária.
Enquanto a paralisação continua, não há previsão de término da greve. O sindicato afirma que os trabalhadores só devem voltar quando houver uma proposta que atenda às principais reivindicações.
Para os clientes, a Celesc reforçou que os serviços comerciais seguem disponíveis nos canais digitais, sem necessidade de ir até as lojas. Também há totens espalhados em locais públicos, que permitem, por exemplo, emitir segunda via de fatura e realizar pagamentos por cartão ou PIX.






