O presidente da Rússia, Vladimir Putin, admitiu nesta quinta-feira (9) que as defesas aéreas do país derrubaram acidentalmente um avião da Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A.) no Cazaquistão. O acidente, ocorrido em dezembro do ano passado, deixou 38 mortos e gerou grande repercussão internacional.
Segundo Putin, a tragédia aconteceu durante um momento de tensão militar. O governo russo investigava a presença de drones ucranianos no espaço aéreo, e o avião civil acabou sendo atingido por engano por dois mísseis disparados por suas próprias forças.
O presidente russo deu a declaração durante uma reunião com o líder do Azerbaijão, Ilham Aliyev. Ele reconheceu o erro e afirmou que o país oferecerá indenizações às famílias das vítimas, além de pedir desculpas públicas pelo ocorrido.
Investigação e repercussões
A análise das caixas-pretas do avião foi realizada no Brasil, onde fica a sede da Embraer, fabricante da aeronave. O trabalho foi conduzido pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que concluiu o relatório no dia 6 de janeiro.
Os dados confirmaram que a aeronave foi atingida por explosões externas, compatíveis com a detonação de mísseis, o que reforçou as suspeitas de envolvimento militar no incidente. A revelação russa, portanto, confirma as conclusões técnicas apresentadas pelos investigadores brasileiros.
O episódio gerou forte reação internacional. Diversos países pediram transparência e responsabilização, destacando a necessidade de maior cuidado em zonas de conflito aéreo.
Com o pedido de desculpas, Putin tenta amenizar as tensões diplomáticas e mostrar disposição para reparar o erro. Ainda assim, a tragédia reforça os riscos da guerra e os impactos que ela pode ter até mesmo sobre voos civis.






