Astrônomos ao redor do mundo monitoram o cometa interestelar 3I/ATLAS, identificado em julho como o terceiro visitante de fora do Sistema Solar.
Originário de uma estrela distante, ele traz dados valiosos sobre a química de mundos remotos na galáxia. Nesta matéria, exploramos sua trajetória, segurança e oportunidades de observação, destacando sua relevância para a ciência.

Origem e Valor Científico
Descoberto recentemente, o 3I/ATLAS é um “turista” raro, carregando pistas sobre formação planetária em regiões inexploradas.
Sua composição revela elementos de sistemas estelares desconhecidos, ajudando a entender como planetas se formam além do nosso Sol. Esse objeto é prioridade para telescópios, pois oferece uma janela para a diversidade cósmica.
Período de Máxima Aproximação Estelar
Na quarta-feira, o cometa atingirá o periélio às 8h47 (horário brasileiro), a 1,36 UA do Sol – cerca de 204 milhões de quilômetros. Nesse ponto, o calor solar sublima gelo em gás, criando coma e cauda brilhantes, tornando-o mais visível.
Dados da NASA confirmam que, embora intenso, o calor não destruirá o objeto, pois está distante de Mercúrio (0,39 UA).
Possíveis Danos e Sobrevivência
Especialistas avaliam que o risco de destruição é baixo, mas fissuras podem ocorrer em partes frágeis do núcleo. Segundo fontes como Live Science, a fragmentação é mínima, e o cometa deve sair intacto, brilhando intensamente durante o evento.
Comparado a cometas solares, sua origem interestelar o torna mais resistente a desgastes extremos.
Próximos Passos e Encontros Celestiais
Após o periélio, o 3I/ATLAS se afastará, visível no céu matutino até novembro, na Constelação de Virgem. Em dezembro, passará a 1,80 UA da Terra (269 milhões de km), permitindo observações fáceis.
Em março de 2026, uma passagem próxima a Júpiter (0,36 UA) pode alterar sua órbita pela gravidade, antes de desaparecer gradualmente.






