O mercado musical brasileiro atingiu novos patamares em 2024, destacando-se pela urgência em integrar tecnologia e música sob a forma de streaming. Segundo a Pro-Música, o setor registrou um faturamento de R$ 3,4 bilhões, com o streaming representando 87,6% das receitas totais. Este avanço solidificou a posição do Brasil como o nono maior mercado musical mundial.
A transformação digital foi liderada pelas plataformas de streaming, entre elas Spotify, Deezer e Apple Music. Estas plataformas arrecadaram R$ 2,077 bilhões, uma alta de 26,9% em comparação a 2023. Este crescimento pode ser explicado pela ampliação na base de assinaturas e pelo aumento dos investimentos publicitários associados. A sinergia entre música e tecnologia facilitou o acesso do consumidor a um vasto acervo musical, impulsionando o consumo.
Crescimento do streaming e papel do vinil
As receitas geradas por publicidade em streaming também cresceram, atingindo R$ 479 milhões, enquanto vídeos interativos chegaram a R$ 499 milhões, com um aumento de 20,3%. Paralelamente, o vinil demonstrou resistência surpreendente no mercado físico. Em 2024, suas vendas totalizaram R$ 16 milhões, crescendo 45,6%. Este aumento mostra o apelo nostálgico e colecionável dos discos entre fãs dedicados.
Ascensão da música brasileira
A música nacional exerce um forte apelo entre os consumidores. Cerca de 76% das gravações mais acessadas são brasileiras, evidenciando a importância cultural do consumo local. Gêneros como sertanejo, funk e MPB lideraram as paradas, destacando-se na variada paisagem musical do país.
O mercado fonográfico brasileiro se adaptou e prosperou com inovações tecnológicas, consolidando o streaming como elemento central da indústria musical até 2024. Esse crescimento projeta um futuro dinâmico e integrado para o consumo de música no Brasil.







