O Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, anunciou uma nova modalidade de empréstimo que permitirá que trabalhadores com dívidas em atraso solicitem o “Crédito do Trabalhador”, um empréstimo consignado vinculado à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Essa medida visa aumentar o acesso ao crédito para aqueles que, apesar de estarem com o “nome sujo”, possuem carteira assinada.
Condições para a solicitação
De acordo com Marinho, os bancos não levarão em consideração as dívidas do trabalhador ao conceder o empréstimo. As únicas exigências são ter um emprego formal e as condições estabelecidas pelo empregador para o pagamento. O empréstimo será garantido pela folha de pagamento, com os valores sendo descontados diretamente do salário do trabalhador.
O “Crédito do Trabalhador” já está disponível para solicitação pelo aplicativo CTPS Digital. O processo funciona como um leilão, onde os bancos apresentam suas ofertas e o trabalhador escolhe a melhor opção. Essa modalidade pode reduzir as taxas de juros em até 52%, mas ainda não há um teto definido para os juros cobrados.
Orientações para os trabalhadores
O Ministro aconselha os trabalhadores a não terem pressa ao fechar um contrato. Ele sugere que solicitem propostas e aguardem as ofertas de diferentes instituições financeiras antes de decidir. Essa abordagem permite que o trabalhador encontre a melhor taxa e condições para o seu empréstimo.
Vale destacar que o “Crédito do Trabalhador” é acessível não apenas para trabalhadores CLT, mas também para aqueles contratados por Microempreendedores Individuais (MEIs), além de trabalhadores domésticos e rurais. O pagamento das parcelas será feito mensalmente através do eSocial, limitando-se a 35% do salário do trabalhador, o que ajuda a manter taxas de juros mais baixas do que as praticadas atualmente.






