Um estudo publicado na revista Neurology revelou que o uso prolongado de inibidores de bomba de prótons (IBPs), como omeprazol e esomeprazol, pode aumentar em 33% o risco de demência. Realizado por pesquisadores da Universidade de Minnesota, o estudo acompanhou 5.712 participantes entre 1987 e 2017, com idade média de 75 anos no último acompanhamento. Ele analisou o uso contínuo desses medicamentos e identificou um aumento significativo no risco de demência em usuários de longo prazo.
Uso prolongado de IBPs e risco à saúde
Os IBPs, amplamente utilizados para tratar condições estomacais como refluxo ácido e úlceras, têm um modo de ação que reduz a produção de ácido no estômago. Entretanto, o estudo reforça que o uso contínuo por mais de 4,4 anos pode estar relacionado ao aumento do risco de demência. Além disso, foram observadas deficiências de vitamina B12 em usuários prolongados, o que pode impactar a função cognitiva.
Pesquisas anteriores já indicavam possíveis efeitos adversos dos IBPs, incluindo risco de fraturas ósseas e doenças renais. O novo estudo adiciona à lista o risco potencial para a saúde do cérebro, com efeitos no metabolismo cerebral sugeridos em estudos com animais. Apesar disso, os pesquisadores recomendam que pacientes não interrompam o uso sem consultar um médico, uma vez que a interrupção abrupta pode agravar os sintomas estomacais.
O estudo enfatiza a necessidade de uma avaliação cuidadosa do uso prolongado de IBPs. Embora revele uma associação entre o uso estendido desses medicamentos e o aumento do risco de demência, não estabelece uma relação causal direta. Pacientes devem discutir alternativas com seus médicos, como mudanças na dieta ou o uso de antiácidos, enquanto novas pesquisas são realizadas para compreender totalmente os riscos e os mecanismos envolvidos.







