Os entregadores de aplicativos no Brasil deram início a uma greve de 48 horas, espalhada por pelo menos 20 estados, para exigir melhores condições de trabalho. Organizada pela Aliança Nacional dos Entregadores de Aplicativos, a paralisação, que começou na segunda-feira, visa principalmente reivindicar um reajuste na taxa mínima de entrega, congelada há três anos.
Contexto e demandas
Os entregadores reivindicam o aumento da taxa mínima de entrega de R$ 6,50 para R$ 10,00. Demandam também melhores condições de trabalho e a limitação das rotas de bicicleta a 3 km. As mobilizações ganharam força em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, com motociatas e carreatas paralisando pontos estratégicos. Esses eventos expõem a insatisfação da categoria com a suposta precariedade dos contratos, atribuindo às plataformas digitais a responsabilidade por melhorarem as condições contratuais.
Impacto no serviço de entrega
Durante a paralisação, diversos aplicativos de entrega enfrentaram atrasos, resultando em reclamações generalizadas dos consumidores. Apesar das dificuldades, algumas plataformas relataram uma menor disrupção devido ao uso de entregadores próprios dos restaurantes. Segundo dados não confirmados, bares e restaurantes em São Paulo chegaram a relatar uma redução de até 70% nas entregas.
A continuidade da greve dependerá das respostas das empresas de entrega. Os entregadores aguardam resposta às suas demandas e prometem que, caso as negociações não avancem, a paralisação poderá se estender. Em um cenário incerto, a categoria busca pressionar as plataformas a reverem suas condições contratuais e melhorar a remuneração oferecida para evitar futuras interrupções nos serviços.






