A Mondelēz, detentora da marca Lacta, anunciou oficialmente em 2019 a reclassificação do Sonho de Valsa de bombom para wafer no Brasil. A mudança visa reduzir custos tributários, tornando o doce clássico isento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de 5% anteriormente aplicado aos bombons.
A transição do Sonho de Valsa para wafer permite à Mondelēz eliminar o IPI, já que produtos enquadrados como wafer são isentos desse imposto. A mudança está alinhada à legislação tributária vigente no país e mantém a receita original, criada em 1938, inalterada. Desta forma, a empresa consegue uma vantagem fiscal sem alterar a fórmula bem-sucedida do produto.
Estratégias fiscais usadas por empresas
A Mondelēz não é pioneira nessa estratégia de reclassificação fiscal. Outras empresas também adotaram essa prática para otimizar seus custos. Um exemplo é o Serenata de Amor, que em 2021 foi reclassificado de bombom para wafer pela Garoto, garantindo a isenção tributária. O McDonald’s reclassificou seu sorvete como “bebida láctea”, beneficiando-se de uma alíquota reduzida de 3,65% ou 0% de PIS/COFINS.
Para o consumidor, nada muda em termos de sabor ou experiência. A classificação do Sonho de Valsa como wafer não altera sua aparência ou textura, assegurando que a experiência de consumo permanece inalterada.
No entanto, essa mudança destaca a complexidade do sistema tributário brasileiro, incentivando empresas a encontrarem meios legais para reduzir custos. Com reformas tributárias em debate, a frequência dessas estratégias pode diminuir, mas até lá, as empresas continuam se ajustando às complexidades fiscais.
A Mondelēz implementou a mudança em 2019, refletindo a adaptabilidade das empresas ao sistema tributário brasileiro e aproveitando ao máximo as oportunidades para manter a competitividade em um mercado desafiador.







