O odor conhecido como “cheiro de velho” é um fenômeno cientificamente investigado e pode se manifestar mais cedo do que se pensava. Pesquisas realizadas no Japão apontam um aumento da produção de 2-nonenal, uma molécula química, em pessoas a partir dos 40 anos, tornando o odor mais perceptível com o passar do tempo. Esta molécula é resultante da oxidação de ácidos graxos presentes na pele, processo que se intensifica à medida que envelhecemos.
A produção de 2-nonenal, responsável pelo odor em questão, é significativamente maior em indivíduos mais velhos. Segundo o Dr. Shinichiro Haze do Centro de Desenvolvimento de Produtos de Yokohama, essa substância foi identificada apenas em pessoas com 40 anos ou mais. Tais descobertas foram publicadas na revista Journal of Investigative Dermatology, enfatizando o papel do 2-nonenal na alteração do odor corporal com o envelhecimento.
Fatores que acentuam o odor
Além da idade, fatores como alterações hormonais e a redução da capacidade antioxidante do corpo influenciam no aumento do 2-nonenal. A molécula não é solúvel em água, o que significa que apenas tomar banho não é suficiente para eliminá-la. Mudanças no metabolismo e o uso contínuo de medicamentos também podem intensificar esse processo.
Para mitigar o “cheiro de velho,” produtos desenvolvidos especificamente para neutralizar o 2-nonenal já estão disponíveis, especialmente no Japão. Sabonetes com extrato de caqui e produtos com aloe vera são recomendados para neutralizar o odor devido aos seus ingredientes antioxidantes.
Além disso, manter uma dieta rica em antioxidantes, praticar exercícios físicos e seguir uma rotina de higiene consistente são métodos eficazes para reduzir o impacto desse odor. Com o avanço dos estudos, espera-se desenvolver soluções ainda mais eficazes para lidar com essa mudança natural do corpo humano.






