Curitibanos, no Meio-Oeste de Santa Catarina, destaca-se nacionalmente pelo modelo inovador de ressocialização no sistema prisional. Na Penitenciária Regional de Curitibanos, cerca de 83% dos detentos estão envolvidos em atividades laborais. Esta abordagem diferenciada não só reintegra, mas também capacita presos para retornar à sociedade.
Na unidade, os internos participam de diversas atividades como a fabricação de estofados, reciclagem de polietileno e produção de cabos de madeira. Esses trabalhos são parte de um programa que visa diminuir a ociosidade e reduzir o tempo de pena, pois cada três dias trabalhados reduzem um dia da sentença. As atividades também geram renda para os presos, que pode ser direcionada para suas famílias e para ressarcir o Estado, criando um ambiente mais seguro e construtivo dentro da prisão.
Impacto e reconhecimento nacional
O sucesso desta iniciativa atraiu a atenção de outras regiões do Brasil. Entre 2017 e 2018, a unidade chegou a atingir 100% de reeducandos em atividade laboral, chamando a atenção de comitivas de diversos estados e do Distrito Federal. Esses visitantes vêm estudando o modelo de Curitibanos para possível replicação em outras partes do país. O diretor da penitenciária, Jair Antônio França, reforça que o trabalho ajuda na reabilitação dos detentos, oferecendo dignidade e uma nova perspectiva de vida.
A ressocialização por meio do trabalho em Curitibanos demonstra como um sistema prisional pode se transformar em agente de mudança. A juíza Ana Cristina de Oliveira Agustini, que atuou na Vara Regional de Execuções Penais de Curitibanos, enfatiza a importância de políticas que priorizem o potencial transformador do cárcere. A experiência local oferece lições valiosas sobre como o sistema penal brasileiro pode evoluir para priorizar a reintegração dos detentos de forma eficaz.







