A cidade de Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais, famosa por seu Cristo Redentor, agora se destaca com a descoberta de uma vasta jazida de terras raras em uma antiga caldeira vulcânica.
Essa reserva, apelidada de “unicórnio” da mineração, pode transformar a economia regional, atraindo investimentos e gerando riqueza para os moradores.

Com potencial para suprir 20% da demanda global, o achado desperta uma corrida por recursos, impulsionando o interesse de empresas e especuladores.
A Jazida e Sua Relevância Global
As terras raras, um grupo de 17 minerais essenciais para tecnologia e energia, foram identificadas em grande escala na caldeira de Poços de Caldas, que abrange cerca de 800 km².
Essa área inclui municípios como Andradas, Caldas e Águas da Prata (SP), com minerais próximos à superfície, facilitando a extração.
No entanto, esses recursos são alvo de disputas internacionais, como entre China e EUA, que buscam acordos com o Brasil para garantir suprimentos.
Especulação e Pedidos de Pesquisa
Desde 2023, mais de 100 solicitações de pesquisa foram enviadas à Agência Nacional de Mineração (ANM), após anúncios de investimentos por empresas australianas.
Essa onda criou uma espécie de “febre imobiliária” por terras na região e arredores, como Cabo Verde e Muzambinho. Geólogos sugerem que a lava do vulcão extinto pode ter espalhado minerais para áreas vizinhas, ampliando o escopo de exploração.
O Processo de Investigação
Qualquer pessoa ou empresa pode requerir autorizações de pesquisa, que envolvem coleta de amostras e relatórios ao longo de três anos. Muitos pedidos visam apenas revender os direitos, transformando a pesquisa em um negócio lucrativo.
Por exemplo, empresas como a RCO Mineração realizam sondagens iniciais e negociam áreas com investidores, mas poucos avançam para extração real devido a custos elevados.
A descoberta promete empregos e diversificação econômica para Poços de Caldas, mas há riscos de especulação excessiva.







