Em fevereiro de 2025, o Brasil alcançou um marco significativo na geração de empregos, criando 432 mil postos de trabalho com carteira assinada. Esse número representa o maior saldo mensal desde o início da nova série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que começou em 2020. Comparado ao mesmo mês do ano anterior, a criação de empregos teve um aumento expressivo de 40,5%, quando foram registrados 307,5 mil postos.
Expectativas superadas
O resultado superou amplamente as expectativas do mercado, que previa a criação de cerca de 215 mil empregos para o mês. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, comentou sobre a discrepância entre as projeções do mercado e os dados reais, lançando uma crítica à capacidade de previsão dos especialistas.
O saldo positivo de empregos foi impulsionado por 2,579 milhões de admissões, enquanto 2,147 milhões de desligamentos foram registrados. Essa diferença mostra que o Brasil continua a ter um mercado de trabalho aquecido, com mais contratações do que demissões.
Impacto na economia
A criação de empregos formais é um fator importante para a economia brasileira, mas também levanta preocupações sobre a inflação. O Banco Central elevou a taxa básica de juros (Selic) para 14,25% na tentativa de conter a inflação, que pode ser pressionada por um mercado de trabalho aquecido. A instituição expressou preocupação com a resiliência da atividade econômica e as expectativas em relação à inflação.
Em fevereiro, o salário médio de admissão foi de R$ 2.205,25, uma queda em relação ao mês anterior, mas uma leve alta em comparação ao ano anterior. Quanto à distribuição geográfica, 26 estados registraram saldo positivo na criação de empregos, com São Paulo liderando com 137,6 mil novos postos.






