O Brasil está movendo uma estratégia para incorporar a Elevação do Rio Grande como parte de seu território nacional. A área submersa, localizada a aproximadamente 1.200 km da costa do Rio Grande do Sul, está sob análise pela Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) da ONU, desde fevereiro de 2025. Estudos demonstram a continuidade geológica da Elevação do Rio Grande com o território brasileiro, justificando a reivindicação.
A Elevação do Rio Grande abriga minerais estratégicos, como terras raras, cobalto e níquel. Esses elementos são cruciais para indústrias tecnológicas e energéticas, como a fabricação de turbinas eólicas e baterias para veículos elétricos. Estudos geológicos indicam que a região pode aumentar a presença do Brasil no mercado global desses recursos, vetores principais para a transição energética mundial.
Oportunidades e desafios
Além do potencial econômico, a exploração dos recursos da Elevação do Rio Grande enfrenta desafios tecnológicos e ambientais significativos. Com profundidades chegando a 5.000 metros, a região requer tecnologias de ponta para exploração segura. A presença de minerais valiosos não só atrai possíveis investimentos, mas também exige medidas rigorosas de proteção ambiental. Pesquisadores alertam para os riscos de contaminação e impactos na fauna local, o que impõe um equilíbrio entre desenvolvimento e preservação ambiental.
Se a CLPC aprovar o pedido, o Brasil ganhará direitos exclusivos de exploração econômica sobre uma área de mais de 1,5 milhão de km². Isso não alteraria a soberania política, mas concederia ao Brasil o controle sobre a exploração dos recursos minerais. Em março de 2025, a metodologia brasileira foi reconhecida pela ONU, mas ainda não há um prazo definido para a decisão final.






