Praias de Peruíbe, no litoral sul de São Paulo, sofrem com a crescente quantidade de lixo internacional chegando às suas areias desde 2019. Esse problema envolve resíduos de países como China, Japão e Rússia. A organização Ecologia e Movimento (Ecomov) lidera as atividades para remover esses detritos, alertando sobre o impacto ambiental e procurando respostas para esse fenômeno.
Atualmente, o lixo é coletado em mutirões que ocorrem regularmente. Desde o início das operações, milhares de itens envolvidos foram provenientes de embarcações. Em setembro de 2023, por exemplo, a Ecomov registrou a presença de 1.218 itens de origem internacional, dos quais 51,6% tinham origem chinesa.
Esforços na proteção ambiental
A coleta desses resíduos não é apenas estética; o impacto ambiental é significativo. O lixo plástico é confundido por animais marinhos como alimento, o que pode causar a morte e a contaminação da cadeia alimentar. A Ecomov coleta dados sobre a origem dos resíduos e os repassa a autoridades reguladoras, buscando medidas rígidas contra o descarte imprudente de lixo no mar.
Para mitigar o problema, é crucial implementar e reforçar regulamentações à gestão de resíduos sólidos por embarcações. A falta de fiscalização adequada e a ausência de penalidades severas permitem o descarte inadequado de resíduos marítimos.
A necessidade de conscientização sobre o impacto do lixo plástico é essencial. Iniciativas de educação em comunidades e escolas podem ajudar a envolver a população local na proteção ambiental. Além disso, políticas locais precisariam ser adaptadas para garantir a inspeção eficaz dos navios que transitam pela costa brasileira, prevenindo o descarte ilegal de lixo.
Dados são coletados pela Ecomov e relatórios são enviados ao Ministério Público de São Paulo. Espera-se que iniciativas mais severas sejam adotadas até o final do ano para proteger as praias de Peruíbe e outras regiões afetadas.






