Durante uma operação realizada no dia 18 de julho de 2025, a Polícia Federal encontrou um pen drive no banheiro do quarto do ex-presidente Jair Bolsonaro. O dispositivo revelou arquivos vinculados à Medicalfix, uma empresa especializada em equipamentos médicos, gerida por Mário Roberto Perussi, um amigo próximo de Bolsonaro. Apesar do interesse despertado pela apreensão, a perícia revelou que a maioria dos dados foi apagada e não tinha relevância criminal.
Os documentos restantes no pen drive incluíam catálogos de produtos médicos, como sistemas de fixação rígida e materiais para fechamento craniano. Além disso, havia um certificado de boas práticas emitido pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde, atestando a conformidade sanitária da empresa.

Dados apagados e investigação
Após análise, a Polícia Federal concluiu que os arquivos restantes no pen drive não possuíam valor investigativo e, portanto, não foram incluídos no relatório de indiciamento que visava outras práticas criminosas ligadas a Bolsonaro e ao seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro. Esse resultado corrobora que, apesar da curiosidade gerada, o pen drive não apresenta implicações jurídicas significativas até o momento.
A conexão entre Bolsonaro e a Medicalfix já existia antes da operação. Em agosto de 2024, Bolsonaro e Mário Perussi participaram de um café da manhã para discutir estratégias da indústria nacional frente às importações de máquinas estrangeiras e revisões na legislação tributária, demonstrando uma tentativa de fortalecer o setor produtivo brasileiro.
Embora o pen drive levantasse questões sobre a relação entre Bolsonaro e a Medicalfix, a investigação determinou que a empresa não manteve contratos com governos federais ou estaduais, somente com o município onde se encontra sediada, Santa Rita do Passa Quatro, em São Paulo.







