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“Não acredito na justiça da Câmara”, diz Luiz Carlos de Ipoema após abertura de processo de cassação

Foto: Guilherme Guerra/DeFato Online

O vereador Luiz Carlos de Souza (Podemos) afirmou à imprensa, após a reunião da Câmara Municipal de Itabira que aprovou a abertura de uma comissão processante contra ele, que está tranquilo diante das acusações e classificou o procedimento como perseguição política. A denúncia contra o parlamentar foi aceita por 13 votos favoráveis e três contrários durante a reunião ordinária desta segunda-feira. O processo apura supostas infrações político-administrativas e quebra de decoro parlamentar relacionadas a abordagens feitas pelo vereador em unidades de saúde e outros serviços públicos do município.

Logo após a sessão, Luiz Carlos afirmou à imprensa que continuará publicando vídeos de fiscalizações e afirmou que considera estar cumprindo seu papel como vereador.“Eu fiz o que é certo, é o papel do vereador, coisa que nunca foi feita em Itabira. Eu fiz várias denúncias, tanto da Câmara como da prefeitura. Eu estou exercendo a minha função”, disse.

O vereador também afirmou que está sofrendo retaliações em razão de suas denúncias e criticou o processo instaurado pela Câmara. “Eu não acredito na justiça da Câmara, mas eu acredito na justiça de Deus, acredito no Ministério Público, acredito no Tribunal de Contas”, declarou. Durante a entrevista, Luiz Carlos afirmou que o Ministério Público apenas cumpre seu dever ao investigar denúncias recebidas e voltou a sustentar que não praticou irregularidades.

Questionado se foi surpreendido pela abertura da comissão processante, o vereador respondeu que já esperava medidas contra ele e voltou a afirmar que estaria sendo alvo de perseguição. “Eu acredito não, tenho certeza que é perseguição política”, afirmou. Luiz Carlos também declarou que possui outras denúncias relacionadas à Câmara Municipal, mas não apresentou detalhes sobre os casos. “Na hora certa vocês vão ficar sabendo”, disse.

Comissão processante foi formada após votação

Após a aprovação da denúncia, a Câmara realizou o sorteio dos membros da Comissão Processante que ficará responsável por conduzir os trabalhos de investigação.

A comissão será presidida pelo vereador Rodrigo Alexandre Assis Silva “Diguerê” (MDB), terá como relator Reinaldo Soares de Lacerda (PSB) e como vogal o vereador Cidinei Camilo Rabelo “Didi do Caldo de Cana” (PL).

O processo seguirá o rito previsto no Decreto-Lei 201/1967. Após a notificação oficial do parlamentar, a comissão terá prazo de até 90 dias para ouvir testemunhas, analisar documentos e emitir parecer que será levado ao plenário da Câmara.

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