A Fundação São Francisco Xavier (FSFX), administradora do Hospital Municipal Carlos Chagas (HMCC), de Itabira, se manifestou no início da noite desta terça-feira (28) sobre a confirmação de um caso de coronavírus em uma funcionária da casa de saúde. De acordo com nota da assessoria da instituição, “não há evidências de que a colaboradora tenha contraído o vírus no hospital”, devido ao estado de transmissão comunitária declarado em todo território brasileiro.
A funcionária, que atua na “área assistencial”, está de férias desde o dia 14 de abril. Desde então, está em Santa Maria de Itabira, onde reside. Ela teve os sintomas da Covid-19 após este período e procurou um laboratório particular para realizar o teste. Com a confirmação da presença do novo coronavírus, avisou ao HMCC e à Secretaria Municipal de Saúde de Itabira. O caso é computado no boletim de Santa Maria.
“Todos os colaboradores do HMCC que prestam assistência direta ao paciente estão utilizando Equipamentos de Proteção Individual. Não há evidências de que a colaboradora tenha contraído o vírus no hospital, uma vez que já foi constatada a transmissão comunitária em várias regiões do Brasil e nenhum paciente do HMCC foi diagnosticado com a doença. Quando a colaboradora retornar ao trabalho ela passará por um protocolo de investigação para avaliar se está apta a retornar às suas atividades”, afirmou a FSFX, em nota.
Ainda de acordo com a fundação, “tão logo a Instituição soube do resultado do exame de Covid-19 da colaboradora foi realizado um inquérito epidemiológico onde foi constatado que cinco pessoas tiveram contato direto com a colaboradora”. Três dessas pessoas já foram testadas e apresentaram o resultado negativo para coronavírus. As outras duas pessoas, embora não apresentem sintomas, também realizarão o teste.
“A FSFX reitera que segue rigorosamente todos os protocolos recomendados pelo Ministério da Saúde e adota uma série de medidas para combater a disseminação da Covid-19. Conforme seu compromisso com a transparência e seriedade, e também de acordo com os protocolos de saúde, a FSFX informará qualquer atualização que se fizer necessária”, finaliza a nota da Fundação São Francisco Xavier.
Iniciativas para combate ao Coronavírus
Ainda na nota encaminhada à imprensa, a FSFX aponta que diversas ações já foram realizadas com o objetivo de diminuir a circulação de pessoas nas dependências do HMCC:
- Criação de um Comitê de Gestão de Risco com o objetivo de implementar antecipadamente as ações de prevenção ao Coronavírus e manter a integridade de nossos colaboradores, familiares e sociedade;
- Aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) específicos para casos de COVID-19 de forma a oferecer ainda mais segurança aos profissionais e pacientes;
- Intensificação das rotinas de higienização das unidades, principalmente das áreas comuns e de grande fluxo;
- Criação de protocolos específicos para atendimentos aos casos suspeitos e confirmados de COVID-19;
- Cancelamento de férias das equipes assistenciais e apoio operacional para reforço no atendimento emergencial e de urgência;
- Cancelamento de procedimentos eletivos;
- Mudança de fluxo no Centro Obstétrico, com direcionamento de gestantes sintomáticas para uma área específica de casos suspeitos;
- Participação ativa da infectologista Andréa Maria de Assis Cabral no Comitê Regional de enfrentamento ao COVID-19;
- Aprovação junto à Secretaria Municipal de Saúde de Itabira para ampliação de leitos e criação de um banco de profissionais para caso haja a necessidade de expansão das equipes;
- Tenda de Descontaminação para que todos os colaboradores que entrarem e saírem do hospital passem pelo processo de desinfecção que utiliza um agente descontaminante atóxico à base de Quaternário de Amônia de 5ª Geração, que possui alto poder bactericida e antiviral. O produto age criando uma película que mata os microrganismos como vírus, bactérias, fungos e ácaros.
- Criação do Comitê de Gestão de Risco que tem implementado antecipadamente ações de prevenção ao Coronavírus e manter a integridade dos colaboradores, seus familiares e da sociedade;
- Instalação de barreiras físicas nos guichês de atendimento;
- Intensificação da rotina de higienização do hospital, principalmente das áreas comuns e de grande fluxo;
- Aumento da oferta de máscaras cirúrgicas aos profissionais de saúde e de apoio que prestam assistência a menos de um metro de pacientes suspeitos ou confirmados.

