Pesquisa indica que o tratamento de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é diferente em cada região do país, quando, em muitos dos casos, os pacientes precisam se deslocar de ambulância para outras cidades em busca de procedimentos mais adequados ao tratamento.
De acordo com o Instituto Oncologia, essa rotina corresponde a mais da metade dos pacientes com câncer no país, com 56% dos casos, mas não é o único desafio.
Falta de medicamentos e a demora no início do tratamento são também os problemas enfrentados pelos pacientes portadores da doença que recorrem ao sistema SUS em algumas regiões do país.
Apesar de uma lei criada em 2012, determinando que o tratamento tenha início no máximo em 60 dias após o diagnóstico, para 46% dos pacientes esse prazo não é respeitado e, para 57% deles, quando conseguem , a doença já está em estágio avançado.
É o caso, por exemplo, de Maria, moradora da zona leste de São Paulo, que espera notícias do marido, internado em um hospital da cidade, após a família deixar sua cidade, no interior do Ceará, em busca de um tratamento na capital paulista.
Segundo Maria, que é técnica de enfermagem, o “seu marido já está com metástase no cérebro, no pulmão e no fígado. Mandaram ele embora para casa. Eu me desesperei”, desabafa.
Em nota, o hospital em que o seu marido está internado informou que ele segue em acompanhamento médico. O Ministério da Saúde afirma que vem ampliando a assistência oncológica oferecida pelo SUS.
A pesquisa também indicou que o acesso aos medicamentos utilizados no tratamento oncológico e já incorporados ao sistema SUS, em muitos dos casos, nunca chegaram, efetivamente, até os pacientes.
Ao Jornal da Band, a médica oncologista, Luciana Holtz, disse: “Esses remédios deveriam estar no SUS. O próximo passo, que é o financiamento do medicamento, ainda não aconteceu. Estamos falando de pacientes que estão perdendo a chance de se curar, de viver mais”.
*Fonte: Band.com.br

