Devido ao constante superlotamento no atendimento do Hospital Margarida, a assessoria da casa de saúde divulgou nesta terça-feira (14) informações sobre como funciona a triagem no local. Ele é baseado no protocolo de Manchester, um sistema internacional, que é uma das melhores formas de gerenciar a prioridade dos atendimentos em unidades de saúde.
Com ele, os profissionais fazem uma triagem dos pacientes, classificados por cores, de acordo com a gravidade do seu quadro clínico. Dessa forma, as pessoas com problemas que representam risco de vida, são atendidas prioritariamente.
Por exemplo: mesmo que um paciente chegue ao Hospital com dor de cabeça forte, outro com as vias respiratórias obstruídas ou um infartado, deverá ser atendido primeiro. Assim, os atendimentos são feitos no tempo que os pacientes realmente precisam.
Prioridade
O processo ajuda a organizar toda a etapa de acolhimento dos pacientes, identificando os atendimentos prioritários. A medida organiza os atendimentos, conforme as necessidades.
“Como o Hospital Margarida recebe muitos pacientes, de Monlevade, região, acidentados nas rodovias, por exemplo, é fundamental ter um critério claro sobre quem deve ser atendido primeiro”, informa o provedor José Alberto Grijó.
Na prática, o Protocolo de Manchester tem como base a classificação por cores, que definem o nível de prioridade de atendimento de acordo com a gravidade dos casos. Conheça as cinco cores e entenda o que cada uma delas significa no processo de triagem:
• Vermelho: significa emergência. O paciente deve ser atendido imediatamente. São os casos em que o paciente apresenta risco de morte;
• Laranja: muito urgente. Aqui, o paciente também apresenta risco de morte, embora esteja um pouco mais estável que o anterior;
• Amarelo: casos urgentes, nos quais a gravidade é moderada.
• Verde: pouco urgente, é indicado para os casos menos graves.
• Azul: não urgente. É a classificação mais baixa, que envolve problemas simples.
Vale ressaltar que o pronto-socorro deve ser procurado nos casos que implicam em risco imediato de morte ou lesões graves, ou seja, situações que não podem esperar consultas marcadas. Caso contrário, a orientação é evitar as unidades de pronto atendimento e as equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF).

