Uma perseguição seguida de tiros terminou com a morte de um homem na manhã desta segunda-feira (24), por volta das 6h30, na Avenida Amazonas, próximo ao acesso ao Anel Rodoviário, no bairro Camargos, Região Oeste de Belo Horizonte. Equipes da Polícia Militar (PM), do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da perícia da Polícia Civil estiveram no local para os primeiros levantamentos.
Segundo informações iniciais da PM, a vítima, identificada como Alex Jonas Soares Rodrigues, de 32 anos, conduzia uma motocicleta Honda CG 150 prata quando foi perseguida por um carro branco ainda não identificado. Ele seguia pela Avenida Amazonas e entrou na alça de acesso ao Anel Rodoviário, sentido Rio de Janeiro, momento em que a perseguição se intensificou.
Colisão e disparos
Os danos observados na parte traseira da moto levantaram a suspeita de que Alex tenha sido atingido pelo veículo durante a fuga. Além disso, cápsulas de munição foram encontradas na pista, indicando disparos durante a perseguição. A perícia confirmou sete perfurações provocadas por tiros de pistola calibre 9 mm nas costas da vítima.
Ferido, Alex abandonou a motocicleta e correu em direção a uma área de matagal próxima, onde caiu e não resistiu. A morte foi constatada pela equipe do Samu no próprio local.
Quem era a vítima
Morador do bairro Cabana do Pai Tomás, também na Região Oeste, Alex trabalhava como auxiliar de pedreiro em uma obra em Nova Lima e seguia para o trabalho quando foi atacado. Com ele, foram encontrados sua marmita e 16 cigarros de maconha prontos para consumo, segundo informou a PM.
Próximos passos da investigação
A Polícia Civil informou que irá:
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Coletar e analisar imagens de câmeras de segurança instaladas na Avenida Amazonas, no Anel Rodoviário e nas vias próximas.
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Ouvir testemunhas, incluindo motoristas que passavam pelo local no momento da perseguição.
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Realizar perícia complementar na motocicleta e nas cápsulas recolhidas para identificar o tipo de arma e possível ligação com outros crimes.
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Verificar a origem do carro branco, caso seja identificado em imagens, cruzando dados com registros de furto, roubo ou clonagem.
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Investigar a rotina da vítima, incluindo relações pessoais e profissionais, para apurar se havia algum tipo de ameaça ou desavença que possa ter motivado o crime.
O corpo foi recolhido pelo rabecão da Polícia Civil, e a ocorrência seguirá sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado ou preso.

